O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

On Every Street





On Every Street

I can sleep

On Every Street

I can live

On Every Street

I can be myself


I don’t need a house

to have a shelter

I don’t need a job

to have a matter

I don’t need an office

to write a letter

I’d be a louse

if I can live better



I can take a shower with the rain

I can be everywhere without pain

I can survive without a home

but I don’t like to be alone

I don’t need money to be happy

I prefer to be poor than be a sadist

Homeless, Yes!

But Never Loveless...




San Francisco, 25 de setembro de 2010, dedicado a novas amizades (Carol e Chung) e a Victor Frost...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Um Amor Inesperado

 






Quando mais se obtempera…

o amor pode surgir

Quanto mais se desespera…

mais ele pode garantir

um novo passo dado

um olhar apaixonado

um momento descansado

Um amor inesperado


 


Salvador, 09 de agosto de 2022.

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Sinais de Velhice Soteropolitana







Tangolomango

Bustiê

Collant



Saco de Paes Mendonça

Fábrica da Coca Cola

Shopping Iguatemi



Datilografia

Maria Fumaça

Aeroporto 2 de Julho



Óticas Ernesto

Farmácia Sant’ana

Tio Corrêa



Fazer ginástica

Tirar retrato

Comer queimado



Lembrar do passado

e não esquecer

de ser feliz


 


Salvador, 01 de outubro de 2022

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Oito Bilhões

 





Em trinta e um

de outubro 

de dois mil e onze,

celebrei mais um

nascituro

a adornar o bronze 

de mundo 

cada dia mais lotado

e mais imundo 

e decepcionado 

em constatar 

que nada mudou 

em verificar 

que quase tudo piorou,

mas que, mesmo assim,

não chegamos ao fim

e ainda há esperança 

quando nasce nova criança,

mesmo que,

no dia hoje,

onze anos

e quinze dias depois,

cheguemos a oito bilhões

e ainda há espaço para mais…




Salvador, 15 de novembro de 2022.

domingo, 18 de janeiro de 2026

Fugas e Canções

 





Quem sabe o que quer

teme se arriscar 

e sentir 

o que o coração anseia viver

para voltar a se sentir vivo…



Daí se foge…

Foge da vida

Foge da chance 

Foge do “se”

Foge do mundo…


e só restam as canções…




Salvador, 19 de dezembro de 2022

sábado, 17 de janeiro de 2026

Quem sabe um dia?



 



Quem sabe um dia?

A Terra gire

O tempo passe

e tudo mude


Quem sabe um dia?

Surja um momento

Sem pressa, sem receio,

sem olhos alheios

e sem passados.


Quem sabe um dia?

Tudo possa ser diferente

como se o caminho

pudesse ser novamente

e simplesmente caminhado


Quem sabe um dia?

Eu possa ser Tudo

com você,

para você

e com você!


Quem sabe um dia?

Esperarei todo tempo

que for necessário,

tal qual Florentino no romance

de Gabriel Garcia Marques…


Quem sabe um dia?

Quem sabe um dia,

o destino - ah, o destino! -

o destino sorria…


 


Salvador, 27 de dezembro de 2022

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Trava-Línguas

 


 


Quando contar contos, conte quantos contos conta

e pergunte qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce,

pois se o rato roeu a roupa do rei de roma

e o sabiá não sabia que a sabiá sabia assobiar;

se a aranha arranha a rã

e a gaivota, voando em volta, voava e virava de volta;

se o tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem,

tendo o tempo respondido pro tempo que o tempo tem o todo tempo que o tempo tem;

se mesmo que três traças tracem três trajes sem trégua

e entreguem três pratos de trigo para três tigres tristes;

por que o único verdadeiro trava-línguas é Treblebes?




Salvador, 15 de agosto de 2010

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sede de Viver



 



Eu quero viver intensamente

como se fosse morrer de repente

sem nova chance, irremediavelmente...

Eu quero uma vida sem rotina

onde cada dia tenha a sina

de, do outro, ser diferente...


Eu quero nunca ficar sozinho,

mesmo que, alguns momentos,

eu precise estar só para pensar!

Eu quero dar atenção a todo elemento

que precisar de mim, para ajudar,

acreditando que, alguém, posso mudar!


Eu quero que minha mulher

seja simultânea mãe, parceira,

amante e companheira!

Eu quero acompanhar diariamente

o crescimento de meus filhos

e ser seu melhor amigo eternamente!


Eu quero colocar para fora

todos os sentimentos que guardo

no peito que trazem um gosto amargo!

Eu quero produzir tudo que outrora

programei, um dia, escrever,

plantar, compor, construir ou ler!


Eu quero me sentir desejado,

como nunca antes no passado,

e minha energia não sublimar...

Eu quero aprender a me vestir,

saber onde chegar e de onde vir

o que, com quem e como falar...


Eu quero fazer amor outra vez

com o desejo de quem nunca fez

e o conhecimento da experiência!

Eu quero chorar de felicidade

e sorrir na adversidade,

lutando pela sobrevivência!


Eu quero tudo isto e muito mais...

mesmo que digam que é olhar para trás,

eu não vou me importar,

pois tudo que der, eu vou fazer,

sem medo de tentar ou errar,

sem receio de me machucar,

na busca, finalmente, de saciar

minha recém-descoberta sede de viver.




Recife, 14 de janeiro de 2011.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Children of the Streets

 

 







They were born with no shelter,

Lived day by day!!!

They are the ones who know better

The real meaning of pain...


And when comes the night

And it’s dark the sky

They get ready to fight,

They get ready to die...


There’s no laughter in the city

When you find a child’s body

There’s no joke ‘n’ no pity

In the killer’s hours of glory


So, do you know what it means

To sleep out in the cold?

There’s no trouble that seems

Like your mind losing control.


There’s no smile in their faces

There’s no hope in their lifes

‘cause there’s no more places

Where they can live without lies...


As the sands of time grow old

And surviving turns to be a last chance

You’ll find: history has been already told

By the tears of children of the streets


(1991)


Letra: Rodolfo Pamplona Filho


Música: Flávio Maranhão


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Escravos

 


 


Preparei o seu banho com minhas lágrimas

E reguei suas plantas com meu suor

Destilei o seu whisky com minhas mágoas

E, dos meus ossos, fizeram pó


Construi catedrais com os meus braços

Mas temo que sejam armadilhas mortais

Hoje, não olho mais para meus passos,

Mentes castradas criam jamais!!!


Escravos da Mídia, Escravos da Vida

Escravos do Mundo, Escravos de Deus

A liberdade é como virgindade:

Só se perde uma vez!!!


Meu visual está a seu agrado?

Espero que sim: Não tenho opinião!

Se desejar, mudo o meu penteado

Ou troco de cor como um camaleão


Cantarei justamente o que você me mandar

Me corrompendo para ser aplaudido

Cópias de idéias expostas no ar

E originais jogadas no lixo!!!


(1991)


Letra e Música: Rodolfo Pamplona Filho