E aí?
Mano
Top
De boa
Se ligue
Man
Véi
Baratino
Barril
Sipá
Sepa
Pala
Paia
Partiu
Morro de São Paulo, 02 de janeiro de 2020.
E aí?
Mano
Top
De boa
Se ligue
Man
Véi
Baratino
Barril
Sipá
Sepa
Pala
Paia
Partiu
Morro de São Paulo, 02 de janeiro de 2020.
Pode ser
Não sei
Tanto faz
Legal, mas não é minha praia
É isso aí!
Morro de São Paulo, 01 de janeiro de 2020.
Sua mente é um aparelho
em constante busca
de soluções
para qualquer tipo
de problema:
na ausência
de um desafio,
ela se introverte
e entra em modo avião.
Seu cérebro é um processador
mais rápido do que
qualquer computador,
em que todo questionamento
automaticamente
é respondido,
antes que o interlocutor
termine o raciocínio.
Suas atitudes são reflexos
de anos de condicionamento,
em que a lógica
não excluiu a emoção,
mas a separou
em caixas diferentes
para não haver confusão.
Seu coração é um dínamo
que se alimenta de carinho
e deseja retribuir,
como o óleo e o combustível
que renovam e fazem funcionar
todo o sistema.
Ele parece uma máquina
e há quem ache que seja mesmo,
mas, no final das contas,
ele é apenas
o que Nietzsche vaticinou:
humano, demasiadamente humano,
a ponto de ser tão diferente
que a humanidade não lhe reconhece...
São Paulo, 16 de novembro de 2019.
Por vezes, tenho vontade de chorar...
Sei o motivo, mas não consigo controlar
Há um vácuo que preenche o que era completo
Uma carência de beijo, dengo e afeto
Não sei o que é pior: a distância ou a despedida;
O romper do contato no momento da partida
Um olhar para trás, um abraço apertado,
um aceno tristonho, um olhar desolado...
Como uma dor machuca tanto sem ferir?
Como dominar o que posso apenas sentir?
A paz é arrancada desde a raiz
Uma marca viva que não vira cicatriz...
Pense duas vezes antes de reclamar
Dos problemas da vida, da rotina do lar...
Há tristeza que ninguém sabe como se mede
Só se valoriza o que se tem quando se perde
A lágrima vem solta e quente
Quem negar isso apenas mente
mas faz bem, porque, como um rio
leva o fel para um outro lado vazio....
A cada alvorecer, há uma nova esperança...
que surge inocente, como sorriso de criança,
mudando planos e rumos, batendo asa,
tudo por causa da saudade de casa...
Ciudad Real, 09 de setembro de 2008
Quando as cores da aquarela
Se tornarem uma só
Quando a vida, então bela,
Virar fogo, virar pó
Quando o verde virar cinza
E o céu não for anil
Vida não era mais vida,
Homem-bicho será vil
Quando o sangue derramado
Escorrer por minha mão
Lembrarei que, algum dia,
Já vivi em comunhão
E era belo, e era lindo
E era tudo o meu viver:
Homem-planta, homem-flor,
Homem-homem, Homem-ser
Não sabia que havia
Vida pura e sem dor
Bicho e homem, seres iguais,
Já viveram com amor
(1990)
Há quem prefira
vender uma amizade
por um cachê artístico;
desprezar um amor puro
por ouvir a opinião de uma prima;
desprestigiar o trabalho alheio
para tentar se auto-afirmar;
esquecer uma fraternidade solidária
para soar de vítima da situação;
humilhar com ar de superioridade
a efetivamente investigar o ocorrido;
tripudiar a imagem de colegas
para posar de voz da maioria;
blefar descaradamente e sem pudor
do que aceitar ajuda desinteressada;
ignorar a presença e o cumprimento
em vez de tentar um diálogo honesto;
fazer troça da desgraça alheia
para se sentir aceito no grupo;
perseguir incansavelmente
por não tolerar o diferente;
jogar fora a chance de fazer o Bem,
para se deleitar com seu veneno...
Isso só gera mágoa,
que vira raiva,
até se converter,
se houver o remédio
do esquecimento,
em profunda indiferença,
mesmo sendo cicatriz,
que não se apaga,
para ensinar
em quem vale confiar...
Pamplona, 03 de outubro de 2012, pensando sobre o passado...
Sinto sede, fome e desejo
Sede dos seus seios,
da sua boca
e do gosto doce do seu beijo
Fome de seu corpo,
do seu abraço
e da maciez de sua pele
Desejo da sua essência,
da sua alma
e do gozo que extravasa cada poro.
Sede, fome e desejo
É o nosso trio elétrico,
que energiza minha existência
e me mostra
o verdadeiro carnaval do amor.
Salvador, 14 de fevereiro de 2024.
Pessoas são como músicas.
Algumas, nós gostamos desde o início.
É a paixão à primeira vista!
É a energia que bate imediatamente!
Outras, gostamos somente
depois de um tempo.
São feitas para serem ouvidas
e compreendidas.
Algumas tocam a nossa vida
e sempre que a encontramos,
uma boa lembrança vem à mente
e/oi um sorriso vem ao rosto…
mas sempre há uma,
que é a mais mais especial:
essa é a nossa trina sonora.
Salvador, 18 de fevereiro de 2024.
Quantas vezes eu gostaria
de alterar a ordem do dia
e poder fazer de forma diferente
o que encontro no tempo presente.
Vejo como eu poderia encontrar alegria
onde, hoje, só vejo melancolia
e descobrir uma felicidade
que perdi pouco a pouco com a idade...
Será que é possível mudar
opções que fiz no caminhar
por não saber o que me esperava
ou o que na minha vida faltava...
Como eu poderia saber ou prever
que o destino reservaria novo prazer,
encontrando novo sentido no viver
e uma forma alternativa de ser...
Ainda terei coragem para novo desafio?
Ainda enfrentarei tudo com brio?
Conseguirei ser outro alguém?
Encontrarei um mundo além?
Dúvidas são uma constante
em uma mudança tão fulminante
e o receio não é uma temeridade
no encontro da essência de verdade!
Conheço o que já tenho e não é perfeito!
Sei o que quero e o que não mais aceito!
A esperança é o gás da Transformação
e o Tempo é o Senhor da Razão...
São Paulo, 20 de novembro de 2010.
On Every Street
I can sleep
On Every Street
I can live
On Every Street
I can be myself
I don’t need a house
to have a shelter
I don’t need a job
to have a matter
I don’t need an office
to write a letter
I’d be a louse
if I can live better
I can take a shower with the rain
I can be everywhere without pain
I can survive without a home
but I don’t like to be alone
I don’t need money to be happy
I prefer to be poor than be a sadist
Homeless, Yes!
But Never Loveless...
San Francisco, 25 de setembro de 2010, dedicado a novas amizades (Carol e Chung) e a Victor Frost...
Quando mais se obtempera…
o amor pode surgir
Quanto mais se desespera…
mais ele pode garantir
um novo passo dado
um olhar apaixonado
um momento descansado
Um amor inesperado
Salvador, 09 de agosto de 2022.
Tangolomango
Bustiê
Collant
Saco de Paes Mendonça
Fábrica da Coca Cola
Shopping Iguatemi
Datilografia
Maria Fumaça
Aeroporto 2 de Julho
Óticas Ernesto
Farmácia Sant’ana
Tio Corrêa
Fazer ginástica
Tirar retrato
Comer queimado
Lembrar do passado
e não esquecer
de ser feliz
Salvador, 01 de outubro de 2022
Em trinta e um
de outubro
de dois mil e onze,
celebrei mais um
nascituro
a adornar o bronze
de mundo
cada dia mais lotado
e mais imundo
e decepcionado
em constatar
que nada mudou
em verificar
que quase tudo piorou,
mas que, mesmo assim,
não chegamos ao fim
e ainda há esperança
quando nasce nova criança,
mesmo que,
no dia hoje,
onze anos
e quinze dias depois,
cheguemos a oito bilhões
e ainda há espaço para mais…
Salvador, 15 de novembro de 2022.
Quem sabe o que quer
teme se arriscar
e sentir
o que o coração anseia viver
para voltar a se sentir vivo…
Daí se foge…
Foge da vida
Foge da chance
Foge do “se”
Foge do mundo…
e só restam as canções…
Salvador, 19 de dezembro de 2022
Quem sabe um dia?
A Terra gire
O tempo passe
e tudo mude
Quem sabe um dia?
Surja um momento
Sem pressa, sem receio,
sem olhos alheios
e sem passados.
Quem sabe um dia?
Tudo possa ser diferente
como se o caminho
pudesse ser novamente
e simplesmente caminhado
Quem sabe um dia?
Eu possa ser Tudo
com você,
para você
e com você!
Quem sabe um dia?
Esperarei todo tempo
que for necessário,
tal qual Florentino no romance
de Gabriel Garcia Marques…
Quem sabe um dia?
Quem sabe um dia,
o destino - ah, o destino! -
o destino sorria…
Salvador, 27 de dezembro de 2022
Quando contar contos, conte quantos contos conta
e pergunte qual é o doce mais doce que o doce de batata-doce,
pois se o rato roeu a roupa do rei de roma
e o sabiá não sabia que a sabiá sabia assobiar;
se a aranha arranha a rã
e a gaivota, voando em volta, voava e virava de volta;
se o tempo perguntou pro tempo quanto tempo o tempo tem,
tendo o tempo respondido pro tempo que o tempo tem o todo tempo que o tempo tem;
se mesmo que três traças tracem três trajes sem trégua
e entreguem três pratos de trigo para três tigres tristes;
por que o único verdadeiro trava-línguas é Treblebes?
Salvador, 15 de agosto de 2010
Eu quero viver intensamente
como se fosse morrer de repente
sem nova chance, irremediavelmente...
Eu quero uma vida sem rotina
onde cada dia tenha a sina
de, do outro, ser diferente...
Eu quero nunca ficar sozinho,
mesmo que, alguns momentos,
eu precise estar só para pensar!
Eu quero dar atenção a todo elemento
que precisar de mim, para ajudar,
acreditando que, alguém, posso mudar!
Eu quero que minha mulher
seja simultânea mãe, parceira,
amante e companheira!
Eu quero acompanhar diariamente
o crescimento de meus filhos
e ser seu melhor amigo eternamente!
Eu quero colocar para fora
todos os sentimentos que guardo
no peito que trazem um gosto amargo!
Eu quero produzir tudo que outrora
programei, um dia, escrever,
plantar, compor, construir ou ler!
Eu quero me sentir desejado,
como nunca antes no passado,
e minha energia não sublimar...
Eu quero aprender a me vestir,
saber onde chegar e de onde vir
o que, com quem e como falar...
Eu quero fazer amor outra vez
com o desejo de quem nunca fez
e o conhecimento da experiência!
Eu quero chorar de felicidade
e sorrir na adversidade,
lutando pela sobrevivência!
Eu quero tudo isto e muito mais...
mesmo que digam que é olhar para trás,
eu não vou me importar,
pois tudo que der, eu vou fazer,
sem medo de tentar ou errar,
sem receio de me machucar,
na busca, finalmente, de saciar
minha recém-descoberta sede de viver.
Recife, 14 de janeiro de 2011.
They were born with no shelter,
Lived day by day!!!
They are the ones who know better
The real meaning of pain...
And when comes the night
And it’s dark the sky
They get ready to fight,
They get ready to die...
There’s no laughter in the city
When you find a child’s body
There’s no joke ‘n’ no pity
In the killer’s hours of glory
So, do you know what it means
To sleep out in the cold?
There’s no trouble that seems
Like your mind losing control.
There’s no smile in their faces
There’s no hope in their lifes
‘cause there’s no more places
Where they can live without lies...
As the sands of time grow old
And surviving turns to be a last chance
You’ll find: history has been already told
By the tears of children of the streets
(1991)
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Flávio Maranhão
Preparei o seu banho com minhas lágrimas
E reguei suas plantas com meu suor
Destilei o seu whisky com minhas mágoas
E, dos meus ossos, fizeram pó
Construi catedrais com os meus braços
Mas temo que sejam armadilhas mortais
Hoje, não olho mais para meus passos,
Mentes castradas criam jamais!!!
Escravos da Mídia, Escravos da Vida
Escravos do Mundo, Escravos de Deus
A liberdade é como virgindade:
Só se perde uma vez!!!
Meu visual está a seu agrado?
Espero que sim: Não tenho opinião!
Se desejar, mudo o meu penteado
Ou troco de cor como um camaleão
Cantarei justamente o que você me mandar
Me corrompendo para ser aplaudido
Cópias de idéias expostas no ar
E originais jogadas no lixo!!!
(1991)
Letra e Música: Rodolfo Pamplona Filho
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Have you ever thought
That your life is short
and death...
... it’s in your eyes!
You said you were the best,
Forgeting all your past,
You believed you’ll live forever...
...this is your sin!
Your home is the place
Of your own disgrace
You cant’t run out now,
SO GOOD BYE!!!
I’m your nightmare;
Your worst dream come true;
I’m the killer that’s waiting behind you!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Tears don’t touch me...
Dead, you won’t be free
I will chase your soul...
... ‘till end of times
It’s the point of no return
Don’t scream, you’re alone
Pray to your Lord, ‘cause...
...this is your fate
time is like sand
In a little boy’s hand
And your cycle is complete
You’ll DIE!!!
I’m your nightmare;
Your worst dream come true;
I’m the killer that’s waiting behind you!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
I’m your nightmare;
Your worst dream come true;
I’m the killer that’s waiting behind you!!!
Close your eyes
And shut up your mouth
This song is over
‘cause you are dead!!!
(1992)
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Rodolfo Ramirez e Cedric Romano
Datilografia na época do PC
Lado B na época do CD
Limpar cabeçote em DVD
Comprar na Mesbla ou Sandiz
Ouvir compacto ou LP
Trocar o tubo da TV
Trocar agulha de radiola
Rodar a fita cassete
Gravar o arquivo em disquete
Andar de Fusca ou Fiat 147
Limpar carburador
Usar estilete como apontador
Ergométrica em vez de spinning
Telex para quem tem fax
Bip em vez de Torpedo
Passar creme rinse
Usar relógio-calculadora,
Jogar Odyssey ou Atari
Viajar de Vasp ou Transbrasil
Embalar saco de “Paes Mendonça”
Cair a ficha do orelhão...
Ver Zico jogando no Maraca
Regra de nove, taboada
DNA – data de nascimento avançada
Salvador, 04 de fevereiro de 2010
Deixa eu ser seu professor
e ensinar tudo de valor
que a vida pode proporcionar
para quem não teme tentar...
Deixa eu ser seu companheiro
e construir uma história por inteiro,
vivendo de Janeiro a Janeiro,
sem medo de fugir do cativeiro.
Deixa eu ser seu parceiro
e buscar seu sucesso primeiro,
na certeza do seu imenso talento
que alcançará qualquer intento!
Deixa eu ser seu homem
e ver que os medos somem,
quando se descobre alguém
que vai cuidar de você também...
Deixa eu ser seu amor
para viver eternamente seu calor
e nunca mais chorar sozinho
ou perder o meu caminho...
Praia do Forte, 18 de agosto de 2011.
Se eu pudesse
Voltar atrás
E tentasse alterar
O meu passado,
Meu espírito teria paz
E meu destino seria mudado?
Se eu tivesse abortado meu filho,
Minha agonia teria fim?
Que seria do meu próprio íntimo,
Se eu matasse um pedaço de mim?
Gerei em meu útero
Um anjo louco
E nas minhas veias,
Eu me dei para ele,
Mas todo o sangue foi pouco
Para matar sua sede!
O meu corpo era árvore da vida,
Mas meu fruto semente da dor!
Como dói essa minha ferida
De não ter ensinado o amor!
Quantos inocentes
Sofreram por sua mão?
Quantas crianças
Por sua causa, morreram em vão?
Quantas crianças,
Pelo seu ódio, morreram em vão?
Amor materno
Com repúdio!
Sanidade mesclada
Com distúrbio!
Será que eu devia
Ter dito Não?
Será que eu devia
Ter dito Não?
Não!
Não!
Pois até os carrascos têm uma mãe!
... até os carrascos têm uma mãe!
(1991)
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Jorge Pigeard
Vôos e Cascatas
Alegrias e decepções
Pássaros ariscos
Raízes de ilusões
Homem e natureza
Insofismável relação
Paralelas que se encontram
No infinito da razão
Crepúsculo, céu em chamas
São doces sonhos, fantasias
As mudanças de lágrimas para risos
Têm a complexidade de da noite para o dia
... da noite para o dia
Vida, margens duma porção,
Um todo preenchendo metade,
O ciclo da dualidade!
Natural e urbano
Distinguem-se na feição,
Mas são frágeis correntes entrelaçadas
numa mesma...
... canção!
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Jorge Pigeard
(1989)
É hoje o dia!
E o sangue dá nova pulsada
como um atleta de corrida...
Será que, antes da chegada,
já será despedida?
É hoje o dia!
E a ansiedade
toma todo o corpo,
como se a vontade
aproximasse o porto...
É hoje o dia!
Mas que desespero!
A cada minuto de espera,
tenho um pesadelo
de que serei esquecido na terra...
É hoje o dia!
Tenho a esperança
de que tudo vai dar certo
toda vez que vem a lembrança
de que o momento está perto!
É hoje o dia!
Recebi a confirmação
de que não houve desistência,
o que faz meu coração
renovar sua resistência!
É hoje o dia!
É agora a hora!
Por isso, sem demora,
farei o que sempre quis:
apenas ser feliz.
Salvador, 26 de agosto de 2011
Amigo é o pai ou o irmão,
que a gente elege pelo coração;
é alguém para dividir o pão,
o sonho, a lágrima e a canção;
é aquele que abraça com vontade,
sem medo de falar sempre a verdade.
E mesmo que isso não seja lá muito agradável,
também é saber dizer não com um sorriso amável.
É alegrar-se com a vitória e consolar na derrota...
É perguntar como está e aguardar a resposta...
É partilhar a risada, o ombro e o ouvido...
Esse é o sentido da palavra AMIGO.
Salvador, 2001
Sua mão me fez buscar o caminho
que há muito procurei
nos seus olhos, notei o cantinho
que há muito desejei
A vida me deu rasteiras
que eu nunca esperei.
mas o céu não limitou o espaço
que eu sempre acreditei
Assim. construí minha vida.
caminhando com sensatez
e, de repente, você aparece
como nunca imaginei...
San Francisco, 30 de setembro de 2010.
Ela escreve... na multidão!
um trecho de crônica, uma canção
um testamento, uma confissão
Isso não importa,
e sim que
Ela escreve... na multidão!
um conto, um verso ou um recado
talvez uma carta para o namorado
Isso não importa,
e sim que
Ela escreve... na multidão!
um bilhete, um sonho, uma imagem
um desejo escondido, uma mensagem
Isso não importa,
e sim que
Ela escreve... na multidão!
uma prece, um poema ou um recado
quem sabe um segredo há muito guardado
Isso não importa,
e sim que
Ela escreve... na multidão!
Tomo cuidado para não perturbá-la
e, à distância, fico a amá-la,
mas...
Isso não importa
e sim que
Ela escreve... na multidão!
(22.01.92)
Postado por Rodolfo Pamplona Filho às 07:00 Nenhum comentário:
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segunda-feira, 23 de janeiro de 2023
Felicidade
Para ser feliz,
você não precisa procurar
até cansar...
...alguém para amar...
Para ser feliz,
você não precisa ter filhos
como se a descendência
fosse o único sentido de viver...
Para ser feliz,
você não precisa ter um bom emprego
para vender, por alto que seja o valor,
o inestimável gosto de seu suor
Para ser feliz,
você não precisa ter casa própria
pois um teto apenas serve
para proteger do frio e do sol
Para ser feliz,
você não precisa ser popular
como se a aceitação alheia
fosse a coisa mais importante da vida
Para ser feliz,
você não precisa viajar o mundo todo
já que conhecer a si mesmo
é a maior viagem de toda a vida
Para ser feliz,
você não precisa ter um Deus
Pois Ele estará no mesmo lugar
Independentemente da sua fé
Para ser feliz,
você não precisa ter amigos
embora isso ajude muito
nos momentos de solidão
Para ser feliz,
você não precisa ter conhecimento
pois conhecer como as coisas funcionam
nunca trouxe alegria a ninguém
Para ser feliz,
você não precisa ter dinheiro
pois, na morte, ninguém reclama
por não ter investido mais na bolsa
Para ser feliz,
você não precisa sequer ter saúde
já que nem todo doente
é um pessimista incorrigível
Para ser feliz,
você não precisa mais
do que estar vivo
e aprender a viver só...
e só...
Ciudad Real, 26 de setembro de 2008, e
Madrid, 05 de outubro de 2009
A vida me contemplou
com filhos maravilhosos,
tanto no sangue,
quanto no coração!
Isso se dá, com fé,
pois, definitivamente,
a paternidade não é
uma biologia permanente.
É muito mais do que isso:
é uma eleição de paradigma
de quem assume o compromisso
de não ser um enigma.
Apadrinha-se, torna-se companheiro,
confidente, ombro amigo e parceiro.
Comemora-se junto, chora-se também,
da verdade biológica, vai-se além...
A paternidade por adoção afetiva
honrou-me com um carinho
que nem todos têm na vida...
que não se compreende sozinho...
mas que é a prova mais dura
de que pessoas podem se amar
e se entregar de forma pura,
sem qualquer outro interessar,
como deveria ser, aliás,
em qualquer verdadeira relação
de um afeto que não volta atrás...
de uma escolha consciente de devoção.
Aracaju, 07 de outubro de 2010.
Por vezes, tenho vontade de chorar...
Sei o motivo, mas não consigo controlar
Há um vácuo que preenche o que era completo
Uma carência de beijo, dengo e afeto
Não sei o que é pior: a distância ou a despedida;
O romper do contato no momento da partida
Um olhar para trás, um abraço apertado,
um aceno tristonho, um olhar desolado...
Como uma dor machuca tanto sem ferir?
Como dominar o que posso apenas sentir?
A paz é arrancada desde a raiz
Uma marca viva que não vira cicatriz...
Pense duas vezes antes de reclamar
Dos problemas da vida, da rotina do lar...
Há tristeza que ninguém sabe como se mede
Só se valoriza o que se tem quando se perde
A lágrima vem solta e quente
Quem negar isso apenas mente
mas faz bem, porque, como um rio
leva o fel para um outro lado vazio....
A cada alvorecer, há uma nova esperança...
que surge inocente, como sorriso de criança,
mudando planos e rumos, batendo asa,
tudo por causa da saudade de casa...
Ciudad Real, 09 de setembro de 2008
How many times
have you heard my shy voice
telling feelings that
don’t have meaning in words?
How many times
must I tell you that I miss you
while a storm of tears
keep crumbling from my face
And even if
the sky should fall down
and the ocean
turns to a desert
I won’t
be afraid of passion
‘cause the more you love,
the more you grown
So, do you think it’s over
and time will pass
like summer rain
So, do you think you can let me
with my wilderness
waiting for a call,
wishing you were here again
Letra e Música: Rodolfo Pamplona Filho (1992)