Toda dor passa
A única coisa que fica na vida
são as lembranças de bons momentos
Então tente ter
mais momentos bons
do que ruins
Salvador, 18 de julho de 2018.
Toda dor passa
A única coisa que fica na vida
são as lembranças de bons momentos
Então tente ter
mais momentos bons
do que ruins
Salvador, 18 de julho de 2018.
Saudade é o meu sangue,
meu ar, meu nome do meio.
Saudade é o som da música,
meu tempo livre, meu espelho.
Saudade é o chão que piso,
a água que bebo,
a cama que deito...
Saudade é o horizonte,
a memória perdida,
a esperança de vida...
Saudade é tudo aquilo
com que simplesmente convivo
e, no dia que deixar de sentir,
é porque não estarei mais vivo...
Em algum lugar, em 2018.
Toda dor passa
A única coisa que fica na vida
são as lembranças de bons momentos
Então tente ter
mais momentos bons
do que ruins
Salvador, 18 de julho de 2018.
O silêncio é terrível
pois significa tudo
e, ao mesmo tempo, nada,
como uma esfinge a decifrar...
Quero te ver várias vezes
e aproveitar toda oportunidade
em que isso possa ocorrer,
ainda que seja raro...
pois raro é o sentimento
que une duas almas gêmeas,
que nada tem a ver uma com a outra,
mas são iguais no coração.
A vida está em nosso desejo,
que não é necessariamente físico,
mas que estará sempre conosco
onde quer que estejamos.
Eu me contentarei somente
com a lembrança de um beijo,
como prova de que não quero só a casca,
embora ela também seja adorável.
“Posso te ver agora?”
é a pergunta mais feita
nos tempos de segredo
e nos momentos de aperto
A angústia da espera
torna o tempo por inteiro:
segundos parecem dias,
minutos são um desespero...
e toda essa ânsia
e toda esperança
sempre será um queimor
para alimentar tamanho amor
O melhor mármore não faz
a mais bela estátua,
se for lapidado
por um escultor medíocre.
As melhores intenções
não se tornam boas obras,
se feitas sem provas,
mas só com convicções.
Quem ponderará
contra a truculência palpável
dos que se acham justos?
Quem nos salvará
do fascismo inevitável
dos homens bons?
12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.
Enxergar tudo
sob o ponto de vista alheio.
Cada um vê algo
que os demais sequer percebem...
Usar os olhos não dói.
Sentir a dor do outro, sim.
Praia do Forte, 26 de março de 2013.
Apego é sofrimento
Possuir vira tormento
Debater-se para manter
o que possui (ou pensa deter).
Arrasar-se por não querer
passar sem algo específico ter
Por isso, para ser feliz,
aprenda a dizer não,
das coisas, abrir mão...
e pare de se debater...
descobrindo o prazer
de finalmente
e simplesmente
viver...
Santiago/Chile, 27 de junho de 2012.
O silêncio é terrível
pois significa tudo
e, ao mesmo tempo, nada,
como uma esfinge a decifrar...
Quero te ver várias vezes
e aproveitar toda oportunidade
em que isso possa ocorrer,
ainda que seja raro...
pois raro é o sentimento
que une duas almas gêmeas,
que nada tem a ver uma com a outra,
mas são iguais no coração.
A vida está em nosso desejo,
que não é necessariamente físico,
mas que estará sempre conosco
onde quer que estejamos.
Eu me contentarei somente
com a lembrança de um beijo,
como prova de que não quero só a casca,
embora ela também seja adorável.
“Posso te ver agora?”
é a pergunta mais feita
nos tempos de segredo
e nos momentos de aperto
A angústia da espera
torna o tempo por inteiro:
segundos parecem dias,
minutos são um desespero...
e toda essa ânsia
e toda esperança
sempre será um queimor
para alimentar tamanho amor
Salvador, 3 de outubro de 2010.
Ninguém vai saber minhas intenções...
Ninguém vai saber minhas intenções...
...minhas intenções...
Onde é o seu lar?
Onde é o seu deserto?
Prefiro vagar
Sem destino certo
(desespero)
Ninguém vai sair daqui com vida!
Faça o que quer
Faça como quiser
Faça como puder
A vida é muito curta
E a dor é muito grande
Quando não se tem fé,
A paz é um sonho distante
Meus pés estão no chão,
Minha cabeça está na lua,
Minha família está na rua
E eu não sei o que fazer!
Um filho sem o pão
Um choro de criança
Faminta de esperança
Me faz enfrentar... a realidade!
Onde é o seu lar?
Onde é o seu deserto?
Não há saída!
Estou perdido!!!
“Meu Deus, o que fiz?”
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Rodolfo Ramirez / Cedric Romano
(maio/1988)
Você se diz infinito,
acreditando que
seu poder é ilimitado,
mas está errado!
Você não passa de
um acidente da natureza,
um câncer da criação,
um tumor com ilusões de grandeza...
É hora de extirpá-lo...
jogando-o no lixo, que é o seu lugar,
para que eu dance sobre seu caixão
e escarre em sua sepultura...
Apenas mais irritantes que
as trombetas da moralidade alheia
(pois a própria não vale nada...)
só os sepulcros caiados
que posam de vestais nas cerimônias,
sem pudor da sua podridão interior...
Praia do Forte, 09 de março de 2011.
Diaba
Demônia
Seu olhar paralisa
qualquer reação
Anjo caído
Satanás
Sua beleza ilumina
qualquer ambiente
Como o mundo é diferente
quando a gente se apaixona
por alguém tão exigente,
uma verdadeira amazona,
que cavalga minha mente
e faz vir à tona,
assim tão de repente,
o que a vida proporciona:
um amor tão envolvente,
que acende minha testosterona,
para que um dia, a gente
possa fazer uma maratona
de amor sem fim,
de carinhos, enfim,
pois tudo que eu quero
é ter você para mim.
Salvador, 15 de novembro de 2020.
Musiquemos a sensação...
A tristeza é inspiração...
O que machuca também ensina
e o sofrimento não precisa
ser uma eterna sina...
Somos movidos a amor
e - porque não dizer? - a dor...
Somos o Som e a Dor...
Brasília, 14 de março de 2013.
Você se diz infinito,
acreditando que
seu poder é ilimitado,
mas está errado!
Você não passa de
um acidente da natureza,
um câncer da criação,
um tumor com ilusões de grandeza...
É hora de extirpá-lo...
jogando-o no lixo, que é o seu lugar,
para que eu dance sobre seu caixão
e escarre em sua sepultura...
Apenas mais irritantes que
as trombetas da moralidade alheia
(pois a própria não vale nada...)
só os sepulcros caiados
que posam de vestais nas cerimônias,
sem pudor da sua podridão interior...
Praia do Forte, 09 de março de 2011.
A cabeça dói...
O ar diminui...
O tempo parece ser curto demais
para fazer qualquer coisa...
As tarefas se acumulam...
As pendências vão a cem...
Será que, no universo, alguém
sente o que sinto também?
Parece que vou explodir...
Meu desejo sincero é sumir
e ir para algum lugar
onde possa voltar
a viver e respirar...
Mas este desejo é em vão,
pois, na sombra das horas,
novos compromissos virão,
mais demandas surgirão
e o universo continuará
em uma paranóica conspiração
de nunca diminuir a pressão...
... até ...
... até não resistir...
... até explodir...
Salvador, 07 de janeiro de 2011.
Essa noite, chorei até cansar,
entreguei-me ao desesperar,
no pensar que poderia estar
em teus braços a te amar...
Meu corpo logo fadigou
de tanta angústia e sofrimento
com a frustração do que sonhou
na viagem do meu pensamento
e, silenciosamente, adormeceu,
com a roupa que estava,
com a imagem do rosto teu,
com a dor que dilacerava...
E no meio da noite, despertei
e, em você, de logo, pensei
e meu olhar, antes tenso
foi tomado por brilho intenso
de ter certeza de seu amor
e saber que minha dor
é infinitamente menor
que o nosso calor
e o que eu desejo, na esperança?
Ser paciente, confidente, coerente
pois, nesse amor, a perseverança
moverá minha vida daqui para a frente...
Salvador, 04 de novembro de 2010.
Viver uma Imperativa
Realidade
de não conseguir conter
a hipersensibilidade;
em que não irritar
é uma impossibilidade;
pois o outro é coberto
pela invisibilidade...
Ausência total de
piedade,
em que não chega
a saciedade
para exercitar
a alteridade,
na persistência
da incapacidade
de perceber outra dor,
tendo a fragilidade
de só encarar o espelho,
na dubiedade
de considerar normal
a perversidade
de não enxergar
com a exigibilidade
de ainda querer ser visto
com a suavidade
de alguém agradável.
No mundo das cores,
que lhe identificam dores,
o rosa foi escolhido
para se mostrar vívido
o desvelo na atenção
de se tanto conhecer,
buscando a prevenção
a cada novel alvorecer
na luta pela e para vida
e pela saúde da mulher,
que sabe o que bem quer:
além de qualquer gênero,
o cuidado ao seio e à flor
na delicada biologia do amor.
Salvador, 11 de outubro de 2020.
Apego é sofrimento
Possuir vira tormento
Debater-se para manter
o que possui (ou pensa deter).
Arrasar-se por não querer
passar sem algo específico ter
Por isso, para ser feliz,
aprenda a dizer não,
das coisas, abrir mão...
e pare de se debater...
descobrindo o prazer
de finalmente
e simplesmente
viver...
Santiago/Chile, 27 de junho de 2012.
Saudade é o meu sangue,
meu ar, meu nome do meio.
Saudade é o som da música,
meu tempo livre, meu espelho.
Saudade é o chão que piso,
a água que bebo,
a cama que deito...
Saudade é o horizonte,
a memória perdida,
a esperança de vida...
Saudade é tudo aquilo
com que simplesmente convivo
e, no dia que deixar de sentir,
é porque não estarei mais vivo...
Em algum lugar, em 2018.