O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...
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terça-feira, 28 de julho de 2026

O Canto do Cisne





A proximidade da despedida

faz com que a melodia

mais encantadora

seja continuamente entoada,

como a forçosamente lembrar

os momentos de fascinação

que ficaram no passado

e que nunca voltarão...

Assim, sai de cena o Cisne,

dando lugar, no palco da vida,

a quem viverá o futuro...




Madrid, 06 de outubro de 2012.


terça-feira, 2 de junho de 2026

Ímpeto da Preservação da Individualidade


 




 


Na vida,


carreira


ou vocação…


Em tudo


que se exige


um Não


 


Eu e meu pai


Eu e meu filho


O Mestre


e o discípulo


 


Freud e Jung


Husserl e Heidegger


Adorno e


Enzensberger


 


Junto da sombra


de uma grande árvore ,


uma nova árvore


não pode crescer


 


A força gravitacional


de uma estrela


atrai a ponto


de absorver


 


É preciso constituir-se,


crescer


Tornar-se Estrêla.


Sol,


Árvore


E novo ser


 


Natal, 19 de maio de 2023.


sexta-feira, 15 de maio de 2026

Ímpeto da Preservação da Individualidade

 

 




 


Na vida,


carreira


ou vocação…


Em tudo


que se exige


um Não


 


Eu e meu pai


Eu e meu filho


O Mestre


e o discípulo


 


Freud e Jung


Husserl e Heidegger


Adorno e


Enzensberger


 


Junto da sombra


de uma grande árvore ,


uma nova árvore


não pode crescer


 


A força gravitacional


de uma estrela


atrai a ponto


de absorver


 


É preciso constituir-se,


crescer


Tornar-se Estrêla.


Sol,


Árvore


E novo ser


 


Natal, 19 de maio de 2023.


terça-feira, 3 de março de 2026

Doppelganger



 








Em algum lugar,


em algum tempo,


existe alguém 


igual a você,


mas completamente diferente:


Doppelganger




Salvador, 30 de outubro de 2018.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Filosofia e Provas no Processo Penal

 



 

No tribunal da razão, ergue-se o verbo, Com toga de dúvidas, silêncio acerbo. Ali onde a prova caminha no fio, Surge a Filosofia com seu desafio.

 

Quem pode dizer o que é verdadeiro, Quando a verdade se esconde, por inteiro? Eis o dilema que o Direito enfrenta, Na balança da lei que nunca é isenta.

 

A prova, rainha do processo, é chama, Mas arde em incerteza, jamais se inflama Sem que a razão lhe sirva de guia, Entre a dúvida e a fé, nasce a filosofia.

 

O ônus, pesado, recai sobre quem alega, Mas que prova é justa? Que prova se entrega Ao crivo do tempo, da lógica pura, Ou se dobra ao poder, à estrutura?

 

É Platão quem sussurra nos corredores, Sobre sombras, verdades e seus atores. E Kant nos adverte, com precisão: A justiça não vive sem razão.

 

No processo penal, a vida se decide, E a Filosofia, em silêncio, divide. A espada e a balança – com ponderação,

Para que a prova não seja ilusão.

 

Fortaleza, 24 de maio de 2025.

 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Filosofia e Provas no Processo Penal

 



 

No tribunal da razão, ergue-se o verbo, Com toga de dúvidas, silêncio acerbo. Ali onde a prova caminha no fio, Surge a Filosofia com seu desafio.

 

Quem pode dizer o que é verdadeiro, Quando a verdade se esconde, por inteiro? Eis o dilema que o Direito enfrenta, Na balança da lei que nunca é isenta.

 

A prova, rainha do processo, é chama, Mas arde em incerteza, jamais se inflama Sem que a razão lhe sirva de guia, Entre a dúvida e a fé, nasce a filosofia.

 

O ônus, pesado, recai sobre quem alega, Mas que prova é justa? Que prova se entrega Ao crivo do tempo, da lógica pura, Ou se dobra ao poder, à estrutura?

 

É Platão quem sussurra nos corredores, Sobre sombras, verdades e seus atores. E Kant nos adverte, com precisão: A justiça não vive sem razão.

 

No processo penal, a vida se decide, E a Filosofia, em silêncio, divide. A espada e a balança – com ponderação,

Para que a prova não seja ilusão.

 

Fortaleza, 24 de maio de 2025.

 

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

O Ornitorrinco e o Pensamento Científico





O verificacionista

acha que é possível

atingir a verdade.

O cético acha, na vista,

não ser possível,

logo não há verdade

(ou nada há a alcançar...)

É preciso ser falsificacionista,

para aprender com o errar...


A falseabilidade é a base

para se aproximar da verdade.

Por isso, são pilares:

a prática da testabilidade,

o substrato da corroboração

(o desenvolvimento como tradição)

e a força da verossimilhança

como lógica provável que alcança

a proximidade da realidade.


Se não fizer isso,

confunde-se fé com ciência...

Se não fizer isso,

perde-se a esperança na crença...

Se não fizer isso,

despreza-se a consciência...

Se fizer isso,

pode-se a mente abrir...

Graças a isso,

o ornitorrinco pode existir...




Salvador, 04 de outubro de 2011.

sábado, 4 de outubro de 2025

Apego

 



Apego é sofrimento


Possuir vira tormento


Debater-se para manter


o que possui (ou pensa deter).


Arrasar-se por não querer


passar sem algo específico ter






Por isso, para ser feliz,


aprenda a dizer não,


das coisas, abrir mão...


e pare de se debater...


descobrindo o prazer


de finalmente


e simplesmente


viver...








Santiago/Chile, 27 de junho de 2012.



terça-feira, 19 de agosto de 2025

Filosofia e Provas no Processo Penal

 



 

No tribunal da razão, ergue-se o verbo,

Com toga de dúvidas, silêncio acerbo.

Ali onde a prova caminha no fio,

Surge a Filosofia com seu desafio.

 

Quem pode dizer o que é verdadeiro,

Quando a verdade se esconde, por inteiro?

Eis o dilema que o Direito enfrenta,

Na balança da lei que nunca é isenta.

 

A prova, rainha do processo, é chama,

Mas arde em incerteza, jamais se inflama

Sem que a razão lhe sirva de guia,

Entre a dúvida e a fé, nasce a filosofia.

 

O ônus, pesado, recai sobre quem alega,

Mas que prova é justa? 

Que prova se entrega

Ao crivo do tempo, da lógica pura,

Ou se dobra ao poder, à estrutura?

 

É Platão quem sussurra nos corredores,

Sobre sombras, verdades e seus atores.

E Kant nos adverte, com precisão:A justiça não vive sem razão.

 

No processo penal, a vida se decide,

E a Filosofia, em silêncio, divide

A espada e a balança com ponderação,

para que a prova não seja ilusão.

 

Fortaleza, 24 de maio de 2025.

segunda-feira, 30 de junho de 2025

O Canto do Cisne






A proximidade da despedida

faz com que a melodia

mais encantadora

seja continuamente entoada,

como a forçosamente lembrar

os momentos de fascinação

que ficaram no passado

e que nunca voltarão...

Assim, sai de cena o Cisne,

dando lugar, no palco da vida,

a quem viverá o futuro...




Madrid, 06 de outubro de 2012.

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Ímpeto da Preservação da Individualidade



 



 


Na vida,


carreira


ou vocação…


Em tudo


que se exige


um Não


 


Eu e meu pai


Eu e meu filho


O Mestre


e o discípulo


 


Freud e Jung


Husserl e Heidegger


Adorno e


Enzensberger


 


Junto da sombra


de uma grande árvore ,


uma nova árvore


não pode crescer


 


A força gravitacional


de uma estrela


atrai a ponto


de absorver


 


É preciso constituir-se,


crescer


Tornar-se Estrêla.


Sol,


Árvore


E novo ser


 


Natal, 19 de maio de 2023.


quarta-feira, 2 de abril de 2025

Segredo Genético





Valerá realmente a pena

interpretar cada partícula do ser

apenas para decifrar o poema 



de buscar razões do sofrer?

Terei mesmo de encontrar 

tudo aquilo que se esconde

em meu próprio DNA

ou em não mais sei onde?


Romper o silêncio hermético 

da bomba relógio do código genético

que carrego dentro de mim 


não será apenas antecipar 

a dor terrível de carregar

a mensagem do meu próprio fim?


Fim

terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Mastaba

 




Mastaba é 

arquitetura funerária 

da pré historia


Mastaba tem

o mesmo formato em declive

com que foi concebida 


Mastaba tem

tudo para ser 

uma metáfora da vida.


Salvador, 28 de fevereiro de 2018.

domingo, 9 de fevereiro de 2025

Amor sem promessas

 





Quando se ama,

fazem-se promessas,

como se houvesse necessidade 

de verbalizar 

que se pode fazer tudo

por amor


Mas prometer gera expectativas

que, quando não realizadas,

causam uma frustração,

como se o amor perdesse força 

por uma promessa não cumprida.


É olhar uma parte pelo todo,

o acessório pelo principal,

o detalhe pelo conjunto,

o universo por um lugar

a vida por um dia


Amar não exige promessas 

Amar exige amar

Amar sem promessas 

Amar, simplesmente amar.


Salvador, 06 de julho de 2018.

domingo, 26 de janeiro de 2025

Asno de Buridan

 






Se insistir nesta postura


de Asno de Buridan,


você não morrerá


de sede ou de fome,


mas de dor...




Salvador, 22 de novembro de 2012.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2025

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Bênçãos e Maldições

 







Nem tudo permanece...

Na verdade, tudo muda

nem sempre para melhor!

Assim, o que é criado para libertar 

pode ser usado para escravizar.

Quando se esquece 

o sentido de cada ato,

todo importante ritual

apenas massifica 

o que devia ser individual...

Quando não se particulariza,

todos se tornam 

rostos sem nome 

e sem história,

invisibilizando 

em vez de simplesmente ver,

compactua-se

com a coadjuvância,

em vez de tornar protagonista...

Com isso, impessoaliza-se,

reiifica-se, coisifica-se,

mas nunca se envolve.

Sem saber, 

ver ou tocar,

o toque

não há como

não se degenerar...

pois até Bençãos 

podem se transformar

em Maldições


Salvador, 13 de maio de 2018.

domingo, 3 de novembro de 2024

O fim está à porta (Apocalipse 12)

 




Quando não se vislumbra


possibilidade de vitória aberta...


Quando a derrota da penumbra


já é inevitavelmente certa...


Somente cabe render-se


ou morrer lutando...


Entregar ao sofrer-se


e seguir o mesmo plano...


Mas nem todo castigo


é danação...


Nem todo ostracismo


é punição...


pois até o mal encarnado


pode ter uma segunda chance


de rever o passado


ou buscar um novo lance,


que, por certo, não aproveitará,


já que repete os exatos passos


e dolorosamente conhecerá


a influência de seus laços...




Se a dor vira fertilidade,


o ódio só gera destruição...


Ao se buscar a verdade,


confronta-se a perdição...


Enquanto um usufrui o cuidado,


o outro é totalmente afastado,


dando finalmente nome aos bois,


desmascarando na hora H


e revelando tudo, pois,


que sempre esteve lá,


mas não se conseguia sequer ver,


por ignorar o seu próprio viver...


Afinal, a transparência


é a mais dura consequência


de saber o que o aguarda


e o que não mais conforta,


quando não resta mais nada...


quando o fim está à porta...






Salvador, domingo, 24 de agosto, ainda ouvindo Pastor Afa Neto.

domingo, 6 de outubro de 2024

Filosofia do Desejo: um contraponto à Filosofia do Direito




No plano jurídico, onde a ordem se traça,
a filosofia ergue sua estrutura e graça.
Sob o véu legal, um desejo não se cansa
e o pensamento é, na mente, uma dança.

Freud nos guia por sendas mais sombrias,
Onde o desejo não se cala, e, sim, se cria.
Na sua análise, desvelam-se as vias,

que o direito não abarca, nem em fantasias.

No tribunal da alma, o desejo é o juiz,
com decisões próprias, que ao Direito contradiz.
O inconsciente, em segredo, a verdade diz:
à lei, a libido se submete, mas nunca é feliz.

O Direito quer ordem, controle e norma,
mas o desejo, indomável, nunca se conforma.
Na trama do inconsciente, a paixão se transforma,
desafiando o racional, que a moral reforma.

Enquanto o Direito vigia, com regras e precisão,
a filosofia do desejo revela a pulsão.
Em cada ato reprimido, um grito, uma visão,
que escapa ao domínio da lei e da razão.

Assim, o contraponto se tece irrefreável

entre a lógica jurídica e o desejo implacável.

Na encruzilhada do ser, anseia-se por um diálogo vasto e astuto,

entre a ordem e o desejo, onde o humano é o absoluto.


 


Sorocaba, 30 de agosto de 2024.


quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Filosofando em Alemão



Nós somente podemos filosofar em alemão.


Quem disse que "sol" é masculino?


Quem disse que "lua" é feminino?


Por que nós identificamos a natureza?


Por que nós damos à natureza um determinado gênero?


O Sol, El Sol, Le Soleil, Il Sole ...


A Lua, La Luna, La Lune, La Luna ...


Se for para atribuir gênero, quem dá vida é sol e a lua é o guardião ...




Salvador, 09 de setembro de 2011.