Rodolfo Pamplona Filho
Todo afirmação peremptória,
que não admite a possibilidade
de eventualmente estar errada,
é manifestação de intolerância.
Ou simplesmente de burrice...
Rodolfo Pamplona Filho
Todo afirmação peremptória,
que não admite a possibilidade
de eventualmente estar errada,
é manifestação de intolerância.
Ou simplesmente de burrice...
Todo afirmação peremptória,
que não admite a possibilidade
de eventualmente estar errada,
é manifestação de intolerância.
Ou simplesmente de burrice...
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Treino
Datilografar
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Em algum lugar
há de estar
quem queira
não história contar
mas sim dela testemunhar.
Salvador, 01 de agosto de 2020
Há quem veja
só desdém
quando se
oferece bondade...
Por que a tocha
detesta o sol,
se não apenas
por brilhar mais?
O trapaceiro
O de muitas formas
O destruidor
Quem é este
que é todos
e é único
simultaneamente?
Aquele que provocará
o Ragnarok
e o cavalgar
das Valquirias,
com seus garanhões de nuvens,
a conduzir Deuses mortos
para Valhalla...
Salvador, 05 de março de 2014, lendo sobre mitologia nórdica
A beleza de outrora,
destruída pela violência,
nunca se recuperará...
Mas, dos destroços,
surgem estilhaços...
E nova beleza
nasce das ruínas,
para nunca esquecer
a estupidez da guerra...
Ela nunca é igual
àquela que desapareceu,
mas é tão bela quanto
a que, para sempre, se perdeu,
pois sempre será...
(...) Beleza...
Berlin, 07 de julho de 2015
No Brasil, o Direito das Famílias floresce,
em trilhas que o tempo reconhece:
do casamento tradicional ao diverso,
do velho desquite à busca do universo.
De fato, muitos temas são abordados
em um painel multifacetado,
que permite uma visão global da história
em que a luta é sempre emancipatória
No divórcio, uma porta se abriu
e a liberdade afetiva ressurgiu.
No movimento feminista, a dignidade se conquista,
para que a igualdade de gênero realmente exista.
Crianças e idosos, proteção merecida
em uma vida resguardada e querida.
Na homoafetividade, o amor é o leme
e o Direito é a justiça que se preme.
Poliamor, um novo olhar se lança,
pois, na diversidade, o amor se alcança.
Preconceito combatido, barreira a transpor,
na busca por um mundo mais acolhedor.
Nas tramas da vida, um enredo se tece,
união estável, laços que o coração aquece.
Paternidade socioafetiva, amor que transcende,
em empatia, a verdade se estende.
Alienação parental, sombra a repelir,
Violência doméstica, um mal a impedir
Abusos sexuais, traumas terríveis
Assédios morais, feridas sensíveis
Adoção, gesto de amor sem fronteiras,
Laços do coração que quebram barreiras.
Família monoparental, força que ergue,
Amor incondicional daquele que segue.
Direitos do ou da amante, voz que clama,
na sociedade, por uma nova chama.
Guarda de filho, decisão a ponderar,
o bem-estar da criança é o interesse a guiar.
Filiação, vínculo que o tempo desvela,
Laços que o destino eternamente sela.
Parentesco, fio invisível que nos une,
Alimentos, sustento que a vida resume.
Tutela e curatela, cuidado e proteção,
Na tomada de decisão, apoio e direção.
No palco das Famílias, o afeto é o pano de fundo,
E a assistência é a guardiã desse laço profundo.
Em um mundo onde o amor deve ser a lei suprema,
em que a liberdade sexual é uma premissa extrema,
também o direito ao planejamento familiar é uma meta realizada
e a identidade de gênero é valorizada e celebrada.
Pessoas com deficiência, membros de valor inestimável,
ensinam lições de coragem, tornando o mundo mais amável.
Nas trilhas da vida, famílias migrantes seguem caminhando,
cruzando fronteiras, com culturas se entrelaçando…
No legado digital, uma herança se perpetua,
com memórias virtuais, onde a história flutua.
E, no arremate, até o respeito à última vontade
é prova inequívoca da convivência com alteridade.
Esse é o grande desafio, nesse poema de inclusão,
no respeito a todos e todas, sem qualquer discriminação…
porque, no mosaico da humanidade, cada peça é vital,
pois só na diversidade encontramos a verdadeira felicidade, afinal.
Salvador, 26 de abril de 2024.
O ouro já foi
o sangue
ou suor do sol
A prata seria
a lágrima da lua
em pleno dia
A riqueza de outrora
foi usurpada
como conquista
e a Glória do passado
somente ficará
na memória
dos livros de história.
Lima, 9 de abril de 2017.
Os Privilegiados
Os Herdeiros dos Reality Shows
Os Políticos do Um por Cento
Os Playboys Bilionários
Os Adoradores do Pato
Os Batedores de Panela
Os Cultuadores do Ódio
Os Bem-Nascidos
Os que se acham
Os de sempre,
mesmo que mudem as caras.
Praia do Forte, 03 de junho de 2018.
Todo afirmação peremptória,
que não admite a possibilidade
de eventualmente estar errada,
é manifestação de intolerância.
Ou simplesmente de burrice...
Abrantes, 27 de março de 2016.
No encontro entre o Egeu e o Jônico
e de dois portos importantes,
encontra-se a cidade
que não conhecia o amor
No culto à Afrodite,
entregam-se mais do que primícias,
pois é o próprio corpo o objeto
do contato, do negócio e do prazer,
proporcionando conforto e alento
a quem vem de muito longe
e não sente há muito mais
o contato com a pele aveludada
em que o sentimento é nada,
mas a entrega e satisfação totais.
Na estrada de Korinthio para Atenas, 29 de setembro de 2012.
Os Privilegiados
Os Herdeiros dos Reality Shows
Os Políticos do Um por Cento
Os Playboys Bilionários
Os Adoradores do Pato
Os Batedores de Panela
Os Cultuadores do Ódio
Os Bem-Nascidos
Os que se acham
Os de sempre,
mesmo que mudem as caras.
Praia do Forte, 03 de junho de 2018.
Os Pudladores peneiravam
gusa de ferro pra tirar o carbono.
Removiam as falhas,
os pontos fracos do metal,
transformavam em
uma barra de ferro maleável...
Mas não viviam...
O processo de remover
as vulnerabilidades
era duro e quente.
Respirar aquele ar,
trabalhar na fornalha
deixava-os doentes,
matando-os ainda jovens.
Era como se
o que existia de errado
penetrasse neles,
corrompendo-os...
Mas todas aquelas barras de ferro
construíam cidades,
criando um novo mundo...
Os Pudladores estão mortos,
mas o mundo está lindo...
...e forte!
Salvador, 08 de março de 2020, lendo “Heróis em Crise”.
Rodolfo Pamplona Filho
O ouro já foi
o sangue
ou suor do sol
A prata seria
a lágrima da lua
em pleno dia
A riqueza de outrora
foi usurpada
como conquista
e a Glória do passado
somente ficará
na memória
dos livros de história.
Lima, 9 de abril de 2017.
Rodolfo Pamplona Filho
Meu mundo é maior que meu espaço
pois minha história eu mesmo faço.
Minha ligação é com o solo,
onde encontro repouso e colo.
Meu refúgio é minha vida:
É a herança que tenho contida
Meu espírito mora onde nasci...
É onde cresci e sempre vivi...
Meu conhecimento centenário
não se extingue no calendário,
mas sobrevive na transmissão
de geração em geração,
aprendendo a origem ancestral
da sabedoria tradicional
de pajés e xamãs,
renovada todas as manhãs
mesmo com um povo que não dá bola
à minha comunidade quilombola,
que sofre ao ver no horizonte
o que fizeram com Belo Monte
ou mesmo em São Bartolomeu,
onde nada mais é sequer meu,
pois onde fazia minha iniciação
hoje é área de perversão
de trafico e de violência,
sem respeito a qualquer crença,
deixando-me com a escória
quando minha terra é minha história.
Salvador, 24 de outubro de 2013, em brainstorm com Carol Liu sobre seu novo projeto cinematográfico..
Rodolfo Pamplona Filho
Ele é o Descendente
espúrio de Minoas,
Filho de Parsifal
com o lindo touro
dado por Netuno,
pelo engenho de Dédalo,
é tido como monstro,
até ser morto por Teseu,
com a ajuda de
sua irmã Ariadna,
que acabou abandonada,
mas casou com Baco...
Na roda viva grega,
não há espaço
para julgamentos:
o bem e o mal
são igualmente reservados
para quem faz um ou outro...
Creta, 27 de setembro de 2012.
Rodolfo Pamplona Filho
Fato, versão, boato ou Fake News
No mundo contemporâneo,
não dá mais para acreditar
em nada que se lê
ou mesmo que se vê.
Tudo que se diz
pode ser um pouco de tudo:
pode ser fato;
pode ser boato;
pode ser apenas uma versão;
ou, da verdade, uma inversão,
no que se chama fake news...
Fato, versão, boato ou Fake News
Fato é o que ocorreu,
mas isso ninguém poderá
realmente descrever;
Versão é a visão do fato,
que alguém assim entender;
Boato é o que se ouviu,
mas não se viu ou testemunhou;
e Fake News são as teorias
que se constroem maldosamente
em torno do que aconteceu supostamente.
Fato, versão, boato ou Fake News?
Não sei.
E é pouco provável que
alguém, de imediato,
possa saber ou diferenciar.
Salvador, 17 de agosto de 2020.
Rodolfo Pamplona Filho
Bustiê
Top
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Malhação
Treino
Datilografar
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Ditar
Em algum lugar
há de estar
quem queira
não história contar
mas sim dela testemunhar.
Salvador, 01 de agosto de 2020
Os Pudladores peneiravam
gusa de ferro pra tirar o carbono.
Removiam as falhas,
os pontos fracos do metal,
transformavam em
uma barra de ferro maleável...
Mas não viviam...
O processo de remover
as vulnerabilidades
era duro e quente.
Respirar aquele ar,
trabalhar na fornalha
deixava-os doentes,
matando-os ainda jovens.
Era como se
o que existia de errado
penetrasse neles,
corrompendo-os...
Mas todas aquelas barras de ferro
construíam cidades,
criando um novo mundo...
Os Pudladores estão mortos,
mas o mundo está lindo...
...e forte!
Salvador, 08 de março de 2020, lendo “Heróis
em Crise”.