O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...
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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Meu Segredo de Juventude

 


 



 


Não existe nada melhor


do que acordar tocando você


Transar até esvair em suor


Gozar até não mais poder


 


Sentir seu corpo firme


pesando sobre o meu


Beijar intensamente


cada pedaço seu


 


Abraçar forte pelas costas


Gemer escandalosamente


Enroscar-se infinitamente


 


Descobrir minhas respostas


da busca da juventude:


amar o máximo que pude!


 


Salvador, madrugada de 8 de maio de 2023.


quarta-feira, 3 de junho de 2026

Momentos Refletidos...



 



 


Ela escreve... na multidão!


um trecho de crônica, uma canção


um testamento, uma confissão


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


um conto, um verso ou um recado


talvez uma carta para o namorado


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


um bilhete, um sonho, uma imagem


um desejo escondido, uma mensagem


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


uma prece, um poema ou um recado


quem sabe um segredo há muito guardado


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


 


Tomo cuidado para não perturbá-la


e, à distância, fico a amá-la,


mas...


Isso não importa


e sim que


Ela escreve... na multidão!


 


(22.01.92)



segunda-feira, 18 de maio de 2026

Meu Segredo de Juventude

 

 




 


Não existe nada melhor


do que acordar tocando você


Transar até esvair em suor


Gozar até não mais poder


 


Sentir seu corpo firme


pesando sobre o meu


Beijar intensamente


cada pedaço seu


 


Abraçar forte pelas costas


Gemer escandalosamente


Enroscar-se infinitamente


 


Descobrir minhas respostas


da busca da juventude:


amar o máximo que pude!


 


Salvador, madrugada de 8 de maio de 2023.

sábado, 16 de maio de 2026

Momentos Refletidos...


 




 


Ela escreve... na multidão!


um trecho de crônica, uma canção


um testamento, uma confissão


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


um conto, um verso ou um recado


talvez uma carta para o namorado


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


um bilhete, um sonho, uma imagem


um desejo escondido, uma mensagem


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


uma prece, um poema ou um recado


quem sabe um segredo há muito guardado


Isso não importa,


e sim que


Ela escreve... na multidão!


 


Tomo cuidado para não perturbá-la


e, à distância, fico a amá-la,


mas...


Isso não importa


e sim que


Ela escreve... na multidão!


 


(22.01.92)



sábado, 21 de fevereiro de 2026

Mulher Perfeita

 



 

Wow!

Que mulher legal!

Não invade privacidade

e respeita o espaço

necessário para não sufocar.

 

Segura!

Que mulher madura!

Não manda indiretas

e, se tem um problema,

expõe seus sentimentos sem manipular.

 

Eita!

Que mulher perfeita!

Não acha que todo mundo

quer te roubar o parceiro

ou que ele quer, todas do mundo, pegar!

 

Como é essa mulher?

Como é o corpo?

A cor dos olhos? Dos cabelos?

Qual é a idade?

Qual é a profissão?

Não sei.

Só sei que ela era tão perfeita,

que nem reparei esses detalhes…

 

Salvador, 17 de janeiro de 2026.

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Outubro Rosa






No mundo das cores,


que lhe identificam dores,


o rosa foi escolhido 


para se mostrar vívido 




o desvelo na atenção


de se tanto conhecer, 


buscando a prevenção


a cada novel alvorecer 




na luta pela e para vida


e pela saúde da mulher,


que sabe o que bem quer:




além de qualquer gênero,


o cuidado ao seio e à flor


na delicada biologia do amor.




Salvador, 11 de outubro de 2020.


sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Evolução




Bustiê


Top


Croped 




Ginástica 


Malhação 


Treino 




Datilografar


Digitar 


Ditar




Em algum lugar 


há de estar 


quem queira 


não história contar


mas sim dela testemunhar.




Salvador, 01 de agosto de 2020


sexta-feira, 25 de julho de 2025

Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha

 


                            



Um dia

para chamar de seu

Um dia

para lembrar o que viveu 

Um dia

para ser o que sempre quis

Um dia

para rever a cicatriz 

de ser

triplamente 

discriminada 

em uma existência 

que a tem em mente 

como quase nada...

Ser mulher 

não é fácil 

em um mundo 

de homens 

que se sentem donos 

de corpos e desejos alheios

Ser mulher negra 

é ainda mais difícil 

em um ambiente 

que pretende medir 

sua capacidade 

e seu caráter 

pela cor de sua pele

Ser mulher negra 

latino-americana ou caribenha 

é ser, acima de tudo,

uma sobrevivente 

no combate diuturno

a quem não sabe ser gente...



Salvador, 25 de julho de 2020, “Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha”!


segunda-feira, 14 de julho de 2025

Bela, recatada e do lar



Era bela, recatada e do lar

Moldada em uma velha lição

Pra ter só uma preocupação

Polêmica não venha criar

Se calada ficar e agradar


Era bela, recatada e do lar

Foi criada para não reclamar

Educada pra trabalho não dar

Mas não aceitava imposição

De um modelo de castração


Bela, recatada e do lar

Fera sensitiva e do bar

Sabia que o trabalho era duro

As vezes se perdia no escuro

Mas no fim só queria sambar


Bela, recatada e do lar

Sagaz e sabia mandar

Sua moral e suas éticas próprias

Nas loucuras pouco sóbrias

Que fazem o corpo dançar


Era bela, recatada e do lar

Queria ter apenas o mundo

Viajar no tempo em um segundo

Dominar as notícias e o fogão

Tudo que despertasse a paixão


Era bela, recatada e do lar

Seja linda desbocada e meretriz

Judiada descuidada e atriz

A alegria pavimenta o sonhar

Até de quem não é...

ou não quer virar...

Bela, recatada e do lar


Letra: Rodolfo Pamplona Filho e Marianna Chaves


Música: Adelmo Schindler Jr. e Ricardo Barata




quinta-feira, 3 de julho de 2025

Descobrindo e Descobrindo-se

 



Ele se achava tão delicado, 

um ser sensível e feminino

Que havia esquecido 

o homem que habita em si

Ele achava que sabia 

como elas sentiam 

que nem percebeu 

o quanto eram diferentes

Quando a viu chorar,

a sua dor virou a dele

e, só então percebeu 

que seu lado feminino 

nunca será completo...

Ele é feminista, 

compreensivo, amigo

e companheiro...

mas ela é uma mulher.

terça-feira, 27 de maio de 2025

Descobrindo e Descobrindo-se

 









Ele se achava tão delicado, 

um ser sensível e feminino

Que havia esquecido 

o homem que habita em si

Ele achava que sabia 

como elas sentiam 

que nem percebeu 

o quanto eram diferentes

Quando a viu chorar,

a sua dor virou a dele

e, só então percebeu 

que seu lado feminino 

nunca será completo...

Ele é feminista, 

compreensivo, amigo

e companheiro...

mas ela é uma mulher.

terça-feira, 13 de maio de 2025

Momentos Refletidos...


 




 


Ela escreve... na multidão!

um trecho de crônica, uma canção

um testamento, uma confissão

Isso não importa,

e sim que

Ela escreve... na multidão!

um conto, um verso ou um recado

talvez uma carta para o namorado

Isso não importa,

e sim que

Ela escreve... na multidão!

um bilhete, um sonho, uma imagem

um desejo escondido, uma mensagem

Isso não importa,

e sim que

Ela escreve... na multidão!

uma prece, um poema ou um recado

quem sabe um segredo há muito guardado

Isso não importa,

e sim que

Ela escreve... na multidão!


Tomo cuidado para não perturbá-la

e, à distância, fico a amá-la,

mas...

Isso não importa

e sim que

Ela escreve... na multidão!


 (22.01.92)


terça-feira, 11 de março de 2025

Violência Doméstica

 

 







 


Na penumbra da casa, a dor se esconde,
No sussurro cortado, um grito responde.
Olhos roxos, marcas na pele,
Histórias de medo que ninguém revele.


O amor travestido em punho cerrado,
Promessas vazias de um passado quebrado.
"Eu mudo, eu juro", ele diz com fervor,
Mas o ciclo se fecha em pancada e pavor.


Copo no chão, espelho estilhaçado,
A alma se perde num corpo calado.
Ela finge sorrir, disfarça a ferida,
Mas no fundo implora por uma saída.


A vizinha escuta e baixa a cabeça,
O silêncio é o preço que a culpa arremessa.
E as horas se arrastam no peso do açoite,
Cada dia é um fim que se veste de noite.


 Quem há de ouvir o que não é dito?
Quem vai enxergar além do grito?
Há vozes presas no medo escuro,
Esperando a chance de um amanhã seguro.


Pois violência não é destino selado,
Nem lágrima eterna ou caminho traçado.
Haverá justiça, haverá redenção,
E do pó do abuso renascerá o coração.


 


Aracaju, 18 de outubro de 2024.

segunda-feira, 3 de março de 2025

Acordou Morta

 


 






“Acordou morta”


como se pudesse 


haver vida


depois da morte 




“Acordou morta”


como se pudesse


acordar 


do sono final da vida




“Acordou morta”


como se pudesse


voltar 


do descanso derradeiro




Acordou morta...




Salvador, 22 de janeiro de 2021.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

Mulher

 

 




A Mulher é mais fiel


à sua maquiagem


do que a seus sentimentos;


à sua vaidade


do que a sua saúde;


à sua imagem


do que a seu íntimo;


à possibilidade do futuro


do que à marca do passado;


à sua esperança


do que à realidade...




Salvador, 02 de novembro de 2012.

sábado, 25 de janeiro de 2025

Um Soneto para um Derrier






Eu quero sentir o conforto


da sua firmeza e maciez,


deslizando pelo contorno


das colinas de sua tez,




para descansar em seu altar,


no privilégio do íntimo contato,


indo mais do que o olhar,


mas, experimentando, no tato,




o que é desejo de consumo


de quem vive neste mundo,


buscando finalmente saber




qual é o intrincado segredo


que faz cessar todo medo


de descobrir o seu prazer.




Salvador, 09 de novembro de 2012.



sexta-feira, 27 de dezembro de 2024

Maria da Penha

 



“ Maria da Penha

   não é pedido de pena,

   mas guerra declarada

   a quem tira a paz”


Recife, 17 de janeiro de 2018.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Violência Doméstica

 



 

Na penumbra da casa, a dor se esconde,No sussurro cortado, um grito responde.Olhos roxos, marcas na pele,Histórias de medo que ninguém revele.

 

O amor travestido em punho cerrado,Promessas vazias de um passado quebrado."Eu mudo, eu juro", ele diz com fervor,Mas o ciclo se fecha em pancada e pavor.

 

Copo no chão, espelho estilhaçado,A alma se perde num corpo calado.Ela finge sorrir, disfarça a ferida,Mas no fundo implora por uma saída.

 

A vizinha escuta e baixa a cabeça,O silêncio é o preço que a culpa arremessa.E as horas se arrastam no peso do açoite,Cada dia é um fim que se veste de noite.

 

Quem há de ouvir o que não é dito?Quem vai enxergar além do grito?Há vozes presas no medo escuro,Esperando a chance de um amanhã seguro.

 

Pois violência não é destino selado,Nem lágrima eterna ou caminho traçado.Haverá justiça, haverá redenção,E do pó do abuso renascerá o coração.

 

Aracaju, 18 de outubro de 2024.

terça-feira, 13 de agosto de 2024

Violência Racial e de Gênero

 



 

Na solidão da alma, a violência ronda,

rasgando o tecido da esperança, tão profunda.

Violência racial e de gênero, mãos cruéis a maltratar,

Causando feridas que só o tempo pode cicatrizar.

 

O preconceito tece sua teia venenosa, aprisionando almas, semeando dor espinhosa.

A pele que deveria ser abraço, é alvo de desdém,

e a liberdade é um sonho distante, muito além.

 

Mas na luta contra essa sombra que assombra,

Eleva-se a voz da justiça que nenhuma ameaça doma.

Com passos firmes, busca-se reparação e reconstrução,

para que o mundo seja lar para todos e todas, sem medo da opressão.

 

Salvador, 8 de junho de 2024.

terça-feira, 16 de julho de 2024

Descobrindo e Descobrindo-se


 




Rodolfo Pamplona Filho


Ele se achava tão delicado, 

um ser sensível e feminino

Que havia esquecido 

o homem que habita em si

Ele achava que sabia 

como elas sentiam 

que nem percebeu 

o quanto eram diferentes

Quando a viu chorar,

a sua dor virou a dele

e, só então percebeu 

que seu lado feminino 

nunca será completo...

Ele é feminista, 

compreensivo, amigo

e companheiro...

mas ela é uma mulher.