O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...
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quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Realidade Imperativa





Viver uma Imperativa 


Realidade


de não conseguir conter 


a hipersensibilidade;


em que não irritar 


é uma impossibilidade;


pois o outro é coberto


pela invisibilidade...


Ausência total de


piedade,


em que não chega


a saciedade 


para exercitar 


a alteridade,


na persistência


da incapacidade 


de perceber outra dor,


tendo a fragilidade


de só encarar o espelho,


na dubiedade 


de considerar normal 


a perversidade 


de não enxergar 


com a exigibilidade 


de ainda querer ser visto


com a suavidade 


de alguém agradável.


quinta-feira, 26 de junho de 2025

Medo dos Homens Justos

 


 


O melhor mármore não faz

a mais bela estátua,

se for lapidado

por um escultor medíocre.


As melhores intenções

não se tornam boas obras,

se feitas sem provas,

mas só com convicções.


Quem ponderará

contra a truculência palpável

dos que se acham justos?


Quem nos salvará

do fascismo inevitável

dos homens bons?




12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.


sábado, 31 de maio de 2025

domingo, 25 de maio de 2025

O momento






O Momento em que os pais

descobrem em que os filhos mentem para si

O Momento em que se toma

consciência da finitude

O momento em que os sonhos

se desfazem como açúcar

O momento da perda

definitiva da inocência

O momento em que se descobre

o que significa estar vivo


Salvador, 18 de dezembro de 2019, assistindo “Stranger Things”.

domingo, 29 de dezembro de 2024

Medo dos Homens Justos

 



O melhor mármore não faz

a mais bela estátua,

se for lapidado

por um escultor medíocre.


As melhores intenções

não se tornam boas obras,

se feitas sem provas,

mas só com convicções.


Quem ponderará

contra a truculência palpável

dos que se acham justos?


Quem nos salvará

do fascismo inevitável

dos homens bons?



12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.

terça-feira, 23 de julho de 2024

Medo dos Homens Justos

 




O melhor mármore não faz

a mais bela estátua,

se for lapidado

por um escultor medíocre.


As melhores intenções

não se tornam boas obras,

se feitas sem provas,

mas só com convicções.


Quem ponderará

contra a truculência palpável

dos que se acham justos?


Quem nos salvará

do fascismo inevitável

dos homens bons?


12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Medo dos Homens Justos









O melhor mármore não faz

a mais bela estátua,

se for lapidado

por um escultor medíocre.


As melhores intenções

não se tornam boas obras,

se feitas sem provas,

mas só com convicções.


Quem ponderará

contra a truculência palpável

dos que se acham justos?


Quem nos salvará

do fascismo inevitável

dos homens bons?



12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.


segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Dura Realidade

 



A vida é um conjunto

de ocorrências aleatórias,

desprovidas de significado

ou qualquer substância.



Nascemos sem qualquer culpa

ou a menor responsabilidade,

sendo expostos, sem misericórdia,

a uma série infinita de humilhações,

projetadas para reforçar

nossa absoluta impotência

diante de um universo

que nunca nos quis...

Mas, ainda assim, resistimos...



Salvador, 12 de agosto de 2012.

sexta-feira, 14 de julho de 2023

Medo dos Homens Justos

 



O melhor mármore não faz

a mais bela estátua,

se for lapidado

por um escultor medíocre.


As melhores intenções

não se tornam boas obras,

se feitas sem provas,

mas só com convicções.


Quem ponderará

contra a truculência palpável

dos que se acham justos?


Quem nos salvará

do fascismo inevitável

dos homens bons?



12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2022

Medo dos Homens Justos


O melhor mármore não faz

a mais bela estátua,

se for lapidado

por um escultor medíocre.


As melhores intenções

não se tornam boas obras,

se feitas sem provas,

mas só com convicções.


Quem ponderará

contra a truculência palpável

dos que se acham justos?


Quem nos salvará

do fascismo inevitável

dos homens bons?



12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.

domingo, 2 de outubro de 2022

Afeto e Realidade

 



 

O afeto distorce

a percepção da realidade,

ajustando-a

para uma visão positiva.

O afeto é real,

mas a realidade

nem sempre é afetiva.

 

Salvador, 22 de julho de 2022.

terça-feira, 6 de setembro de 2022

Dura Realidade


 Rodolfo Pamplona Filho




A vida é um conjunto

de ocorrências aleatórias,

desprovidas de significado

ou qualquer substância.


Nascemos sem qualquer culpa

ou a menor responsabilidade,

sendo expostos, sem misericórdia,

a uma série infinita de humilhações,

projetadas para reforçar

nossa absoluta impotência

diante de um universo

que nunca nos quis...

Mas, ainda assim, resistimos...




Salvador, 12 de agosto de 2012.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Realidade Imperativa








Viver uma Imperativa 


Realidade


de não conseguir conter 


a hipersensibilidade;


em que não irritar 


é uma impossibilidade;


pois o outro é coberto


pela invisibilidade...


Ausência total de


piedade,


em que não chega


a saciedade 


para exercitar 


a alteridade,


na persistência


da incapacidade 


de perceber outra dor,


tendo a fragilidade


de só encarar o espelho,


na dubiedade 


de considerar normal 


a perversidade 


de não enxergar 


com a exigibilidade 


de ainda querer ser visto


com a suavidade 


de alguém agradável.




Salvador, 05 de agosto de 2020.



sexta-feira, 5 de novembro de 2021

Realidade Imperativa


 







 


Viver uma Imperativa


Realidade


de não conseguir conter


a hipersensibilidade;


em que não irritar


é uma impossibilidade;


pois o outro é coberto


pela invisibilidade...


Ausência total de


piedade,


em que não chega


a saciedade


para exercitar


a alteridade,


na persistência


da incapacidade


de perceber outra dor,


tendo a fragilidade


de só encarar o espelho,


na dubiedade


de considerar normal


a perversidade


de não enxergar


com a exigibilidade


de ainda querer ser visto


com a suavidade


de alguém agradável.


 


Salvador, 05 de agosto de 2020.



sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Monoteísmo da Consciência

 



 

 


Racionalidade


Risco do isolamento


Afastamento


das bases instintivas


Acreditar que


somente a razão


pode resolver


todos os problemas


pressupõe desprezar


que a existência


de um outro


pode abalar


os alicerces


de seu próprio entendimento.


 


Salvador, 22 de janeiro de 2020.


 



sábado, 28 de agosto de 2021

Os Limites da Compreensão e os Desejos de Coração

 








Desejo, de coração,

poder ser reconhecido

como um homem feminista,

que acredito ser,

mas que, também,

apenas tento ser,

mesmo que não consiga...


Desejo, de coração,

compreender cada demanda

feminina e feminista,

mas falho...

não por falta de esforço,

mas por não poder

ocupar o seu lugar de fala.


Desejo, de coração,

ir além do que já faço,

mas recuo...

não por apatia,

mas, pela consciência de dar espaço

para que ela se defenda

por ser igualmente capaz.


Desejo, de coração,

dividir as suas dores

e amparar nas suas tensões,

mas lamento por não poder,

simplesmente por não ser mulher

e não saber e sentir tudo

o que somente ela sabe e sente...


...sobre ser mulher.


Salvador, 17 de agosto de 2016, quarta-feira, no voo para Vitoria/ES.


terça-feira, 13 de julho de 2021

Os Limites da Compreensão e os Desejos de Coração

 



Desejo, de coração,

poder ser reconhecido

como um homem feminista,

que acredito ser,

mas que, também,

apenas tento ser,

mesmo que não consiga...


Desejo, de coração,

compreender cada demanda

feminina e feminista,

mas falho...

não por falta de esforço,

mas por não poder

ocupar o seu lugar de fala.


Desejo, de coração,

ir além do que já faço,

mas recuo...

não por apatia,

mas, pela consciência de dar espaço

para que ela se defenda

por ser igualmente capaz.


Desejo, de coração,

dividir as suas dores

e amparar nas suas tensões,

mas lamento por não poder,

simplesmente por não ser mulher

e não saber e sentir tudo

o que somente ela sabe e sente...


...sobre ser mulher.


Salvador, 17 de agosto de 2016, quarta-feira, no voo para Vitoria/ES.


domingo, 18 de outubro de 2020

Realidade Imperativa






Rodolfo Pamplona Filho

Viver uma Imperativa 

Realidade

de não conseguir conter 

a hipersensibilidade;

em que não irritar 

é uma impossibilidade;

pois o outro é coberto

pela invisibilidade...

Ausência total de

piedade,

em que não chega

a saciedade 

para exercitar 

a alteridade,

na persistência

da incapacidade 

de perceber outra dor,

tendo a fragilidade

de só encarar o espelho,

na dubiedade 

de considerar normal 

a perversidade 

de não enxergar 

com a exigibilidade 

de ainda querer ser visto

com a suavidade 

de alguém agradável.


Salvador, 05 de agosto de 2020.

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Trabalho na Pandemia

 



 

“Nada do que foi será

de novo do jeito

que já foi um dia”

E o trabalho mudou

para ficar a mesma coisa!

Tempos tristes

da Adaptação

para os limites

da exploração

Home office,

Banco de horas...

Do salário: redução

Do contrato: suspensão

Uso e abuso

do Computador

Nos braços

e olhos, só dor.

Músculos levados

à Exaustão

Nervos expostos

à pura tensão

No Remédio

Final

Da Solução

Pelo mal

da Aceitação

social

Do Assédio

Moral

 

Salvador, 28 de junho de 2020.

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Re)Encontros Virtuais na Pandemia

 




Há tanto tempo

que eu não te via

que parecia

uma lembrança

de um mundo distante...

Mas, neste instante,

parece que foi ontem

que me despedi de nosso papo,

que disse até amanhã,

que marcamos uma saída,

que vivemos a nossa vida...

Um brinde ao reencontro,

ainda que virtual,

pois, em tantos desencontros

da quarentena presencial,

há a plena certeza

de uma única fortaleza:

sempre volta a alegria,

até mesmo na pandemia,

pois o isolamento é efetivo,

mas nunca precisará ser afetivo...

 

Salvador, 28 de junho de 2020.