O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...
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terça-feira, 28 de outubro de 2025

O Cachorro da Minha Infância





O cachorro da minha infância


me ensinou muito mais do que eu poderia ensiná-lo.


Aprendi, com ele, que lealdade e amor não têm preço;


que é possível estar só no meio de um mundo de gente;


e que nunca se é só se há um amigo do lado...




Aprendi que não é loucura conversar sozinho,


pois haverá quem sempre entenda com um olhar


o sentimento de quem não consegue expressar


em palavras o que se carrega dentro do peito


como um segredo que se tem medo de compartilhar...




Aprendi que não é preciso morar junto


para ter a sensação que o outro faz parte da sua vida;


que conviver é a arte do respeito à diferença


e que a alegria do reencontro é a retomada


de uma estrada que nunca foi interrompida...




Aprendi que uma boa caminhada ajuda


a colocar muitas idéias no seu devido lugar...


que hora de carinho é hora somente de carinho,


sem me preocupar com quem está em volta...


e hora de brigar é hora de rosnar e colocar os dentes para fora...




Aprendi que companheirismo significou muito mais


do que comer o mesmo pão junto...


Foi brincar de dois amigos contra o mundo,


dois heróis contra o universo,


dois corações irmanados sem filtros da razão.




Tudo isso eu poderia aprender sozinho


ou com qualquer outro ser humano,


lendo, amando ou simplesmente vivendo...


mas, na verdade, foi mesmo convivendo


com quem, para mim, era muito mais do que gente:


O cachorro da minha infância...




Para Linho (1980-983) e Trois (1985-1990), os cachorros da minha infância


Campina Grande, 08 de maio de 2010


quarta-feira, 8 de maio de 2024

Chegada de Giovanna e Gabriella



(Rodolfo Pamplona Filho/Marcelo Paulo)


Duas estrelinhas

surgiram no céu de nossa cidade!

Duas pequenas rosas nasceram

no jardim da felicidade!

Será que existe maior alegria

do que viver cada dia

na enorme expectativa

do momento de sua vinda?

Se uma só já seria amada,

recebermos duas na mesma fornada

é amor que não mede tamanho!

Venham ver como a vida é bela,

Giovanna e Gabriella

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

Suyolak

 







Lenda cigana 

Mestre Imortal 

das Artes Médicas 

Esperança 

da cura

de todo mal.

Sonho eterno 

de uma vida imortal.


Praia do Forte, 03 de junho de 2018.


sexta-feira, 4 de agosto de 2023

Crianças Feridas

 




Crianças feridas

se reconhecem reciprocamente.

Encontros de sensibilidades

na carência de amor

e de reconhecimento.

Na precisão

do olhar do outro

com bons olhos.

No reconhecimento

não por ser brilhante,

mas por ser específico.

Ser visto com olhos normais

se limita ao senso comum;

os bons olhos veem

apenas o que é único.


Salvador, 12 de fevereiro de 2020

sexta-feira, 7 de abril de 2023

Suyolak

 



Lenda cigana 

Mestre Imortal 

das Artes Médicas 

Esperança 

da cura

de todo mal.

Sonho eterno 

de uma vida imortal.


Praia do Forte, 03 de junho de 2018.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

O Cachorro da Minha Infância

 




O cachorro da minha infância

me ensinou muito mais do que eu poderia ensiná-lo.

Aprendi, com ele, que lealdade e amor não têm preço;

que é possível estar só no meio de um mundo de gente;

e que nunca se é só se há um amigo do lado...


Aprendi que não é loucura conversar sozinho,

pois haverá quem sempre entenda com um olhar

o sentimento de quem não consegue expressar

em palavras o que se carrega dentro do peito

como um segredo que se tem medo de compartilhar...


Aprendi que não é preciso morar junto

para ter a sensação que o outro faz parte da sua vida;

que conviver é a arte do respeito à diferença

e que a alegria do reencontro é a retomada

de uma estrada que nunca foi interrompida...


Aprendi que uma boa caminhada ajuda

a colocar muitas idéias no seu devido lugar...

que hora de carinho é hora somente de carinho,

sem me preocupar com quem está em volta...

e hora de brigar é hora de rosnar e colocar os dentes para fora...


Aprendi que companheirismo significou muito mais

do que comer o mesmo pão junto...

Foi brincar de dois amigos contra o mundo,

dois heróis contra o universo,

dois corações irmanados sem filtros da razão.


Tudo isso eu poderia aprender sozinho

ou com qualquer outro ser humano,

lendo, amando ou simplesmente vivendo...

mas, na verdade, foi mesmo convivendo

com quem, para mim, era muito mais do que gente:

O cachorro da minha infância...


Para Linho (1980-983) e Trois (1985-1990), os cachorros da minha infância

Campina Grande, 08 de maio de 2010

sábado, 4 de julho de 2020

Crianças Feridas




Crianças feridas
se reconhecem reciprocamente.
Encontros de sensibilidades
na carência de amor
e de reconhecimento.
Na precisão
do olhar do outro
com bons olhos.
No reconhecimento
não por ser brilhante,
mas por ser específico.
Ser visto com olhos normais
se limita ao senso comum;
os bons olhos veem
apenas o que é único.

Salvador, 12 de fevereiro de 2020

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Arraia no ar não tem dono



Arraia no ar
não tem dono:
é de quem primeiro pegar
e sair soltando!
Como uma oportunidade que surge,
como um amor que nasce,
como uma ideia a desenvolver,
como um poema a recitar...

Arraia no ar
não tem dono:
é de quem primeiro pegar
e sair soltando!

Salvador, 02 de fevereiro de 2020.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Suyolak





Lenda cigana 
Mestre Imortal 
das Artes Médicas 
Esperança 
da cura
de todo mal.
Sonho eterno 
de uma vida imortal.

Praia do Forte, 03 de junho de 2018.

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O Cachorro da Minha Infância







O cachorro da minha infância
me ensinou muito mais do que eu poderia ensiná-lo.
Aprendi, com ele, que lealdade e amor não têm preço;
que é possível estar só no meio de um mundo de gente;
e que nunca se é só se há um amigo do lado...

Aprendi que não é loucura conversar sozinho,
pois haverá quem sempre entenda com um olhar
o sentimento de quem não consegue expressar
em palavras o que se carrega dentro do peito
como um segredo que se tem medo de compartilhar...

Aprendi que não é preciso morar junto
para ter a sensação que o outro faz parte da sua vida;
que conviver é a arte do respeito à diferença
e que a alegria do reencontro é a retomada
de uma estrada que nunca foi interrompida...

Aprendi que uma boa caminhada ajuda
a colocar muitas idéias no seu devido lugar...
que hora de carinho é hora somente de carinho,
sem me preocupar com quem está em volta...
e hora de brigar é hora de rosnar e colocar os dentes para fora...

Aprendi que companheirismo significou muito mais
do que comer o mesmo pão junto...
Foi brincar de dois amigos contra o mundo,
dois heróis contra o universo,
dois corações irmanados sem filtros da razão.

Tudo isso eu poderia aprender sozinho
ou com qualquer outro ser humano,
lendo, amando ou simplesmente vivendo...
mas, na verdade, foi mesmo convivendo
com quem, para mim, era muito mais do que gente:
O cachorro da minha infância...

Para Linho (1980-983) e Trois (1985-1990), os cachorros da minha infância
Campina Grande, 08 de maio de 2010

quarta-feira, 17 de julho de 2019

A Perda da Inocência

Hoje, eu acordei...

... e percebi, finalmente, que estava dormindo!

Dormindo não o sono dos justos,

dos exauridos pelo esforço de se manter vivo

e sim o sono dos puros

que, em sua inocência, vivem o sonho

e sonham o real



Hoje, eu acordei...

... e olhei nos olhos do mundo com olhos de autista

(anjos barrocos em poemas simbolistas)

contando um todo e vendo uma parte,

cantando canções pela metade...



Hoje, eu acordei...

... e tenho medo como criança pequena

de se descobrir vivo num mundo de máscaras,

de ter acreditado que viver era bom...



Hoje, eu acordei...

E pena!!!

Acho que nunca mais vou dormir...



(Salvador, 02 de janeiro de 1992)

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Suyolak




Suyolak

Lenda cigana 
Mestre Imortal 
das Artes Médicas 
Esperança 
da cura
de todo mal.
Sonho eterno 
de uma vida imortal.

Praia do Forte, 03 de junho de 2018.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

A Perda da Inocência II



Rodolfo Pamplona Filho

Hoje, eu matei uma criança...
atirei, à queima-roupa, sem dó, nem piedade
no seu corpo de inocência, uma bala de realidade
no seu coração de pureza, uma facada da verdade
Dos seus sonhos, fiz escárnio
Dos seus planos, fiz ridículo
E rasguei sua esperança como papel de embrulho
Arranquei os seus olhos
Cortei sua garganta
E calei sua voz como uma vela que se apaga
Uma mente violentada
Um desejo reprimido
Um brinquedo destruído,
essa criança não existe?
Não é fênix, pois não renasce das cinzas
Não é Deus, pois não acreditam nela
Não é Mito, pois, de algum modo existiu.
Essa criança...
Essa criança...
Essa criança sou eu!

(20.01.92)

Feliz dia das Crianças!
Nunca matemos a criança dentro de nós!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Compartilhando Carinho de Criança

Rodolfo Pamplona Filho

Sem nojo, frescura ou receio
do convívio naquele meio
e do contato com o moribundo,
que não vive mais em seu mundo.
Mesmo sem as amarras sociais,
cuidar com um carinhoso talento
daquele que não tem tempo mais
e vive seu derradeiro momento
Ser simplesmente criança,
simbolizando toda a esperança,
até daquilo que nunca irá acontecer,
e conversar sobre o que fazer
e qual é a sua vontade,
que independe da idade
e de tudo que reprime
ou da dor que oprime...
E, sem precisar qualquer pedido,
abrir um largo sorriso,
que ilumina qualquer ambiente
e renova o brilho no olhar e na mente
de quem o destino já traçou
o fim de que, fugir, se tentou...

Santiago-Chile, 28 de junho de 2012.

sábado, 26 de outubro de 2013

Fale com a Mãozinha...


Fale com a Mãozinha...

Rodolfo Pamplona Filho
Quando estiver para explodir
ou tiver vontade de gritar,
não adianta resistir
ou querer se matar,
o melhor a fazer
é tentar descobrir
como novamente ter
o prazer de sorrir.
Por isso, em vez de estourar
ou sair totalmente da linha,
melhor levantar os olhos, respirar
e falar com a mãozinha...

Fale com a Mãozinha...

Puerto Varas-Chile, 30 de junho de 2012.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Tem, mas acabou...


Tem, mas acabou...

Rodolfo Pamplona Filho
Tem, mas acabou...
Se aqui tivesse, eu daria
Se minha mãe me desse, eu teria...
E te daria, se eu tivesse...
Mas como eu não tenho,
ficamos na vontade...

Santiago-Chile, 03 de julho de 2012.

sábado, 13 de julho de 2013

Eu e Pini


Eu e Pini

Rodolfo Pamplona Filho
Eu te amo!
- Para, pai!
Eu quero atenção!
- Peraí, rapidão!
Fale a verdade para mim!
- É sério!
Você me ama?
- Pshiii!!!!
Um dia, você vai entender
e será importante para você
descobrir qual é a razão
de amar quem só lhe diz não,
como ser tão adorada,
mesmo quando só dá patada
em quem percebeu
que não vive sem o beijo seu..

New York, 29 de dezembro de 2011.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Esse muso, o dedinho


Esse muso, o dedinho

Rodolfo Pamplona Filho
Num saco de boxe pesado,
o papito, coitadinho,
deu um murro atravessado
e fraturou o dedinho

Morrendo de dor, o danado
foi correndo ao medicozinho
que não se fez de rogado
e tirou um retratinho

Vendo a fratura escondida,
sorrateira e bem malvada,
imobilizou sob medida
e solucionou a charada:

Para ficar bom, sem chorada,
e ganhar essa parada,
só consulta especializada
e uns beijinhos da filharada...

New York, 28 de dezembro de 2011.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Descobrindo a Poesia (aos 3 anos)


Descobrindo a Poesia (aos 3 anos)

Rodolfo Pamplona Filho

Bom é superar a trava
de descobrir bem cedo
o prazer da palavra
escolhida a dedo!
Eu amo o amor!
Logo, o amor me ama!
Esta é a lógica, sem pudor,
de quem mal levantou da cama!
Poucas coisas provocam tanto
o seu jovem instinto
do que procurar em todo canto
um ornitorrinco...
Aprendendo a se encantar
com a beleza da construção
de uma frase a lapidar
ou de uma rima de uma canção...
Não há idade para começar
a arte de poetizar,
pois não há complexidade a exigir
de quem apenas quer sentir
o prazer da poesia descobrir...

Salvador, 24 de julho de 2011.