Quem sabe o que quer
teme se arriscar
e sentir
o que o coração anseia viver
para voltar a se sentir vivo…
Daí se foge…
Foge da vida
Foge da chance
Foge do “se”
Foge do mundo…
e só restam as canções…
Salvador, 19 de dezembro de 2022
Quem sabe o que quer
teme se arriscar
e sentir
o que o coração anseia viver
para voltar a se sentir vivo…
Daí se foge…
Foge da vida
Foge da chance
Foge do “se”
Foge do mundo…
e só restam as canções…
Salvador, 19 de dezembro de 2022
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Have you ever thought
That your life is short
and death...
... it’s in your eyes!
You said you were the best,
Forgeting all your past,
You believed you’ll live forever...
...this is your sin!
Your home is the place
Of your own disgrace
You cant’t run out now,
SO GOOD BYE!!!
I’m your nightmare;
Your worst dream come true;
I’m the killer that’s waiting behind you!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Tears don’t touch me...
Dead, you won’t be free
I will chase your soul...
... ‘till end of times
It’s the point of no return
Don’t scream, you’re alone
Pray to your Lord, ‘cause...
...this is your fate
time is like sand
In a little boy’s hand
And your cycle is complete
You’ll DIE!!!
I’m your nightmare;
Your worst dream come true;
I’m the killer that’s waiting behind you!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
Don’t wait ‘till tomorrow what you can do today!!!
I’m your nightmare;
Your worst dream come true;
I’m the killer that’s waiting behind you!!!
Close your eyes
And shut up your mouth
This song is over
‘cause you are dead!!!
(1992)
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Rodolfo Ramirez e Cedric Romano
Por vezes, tenho vontade de chorar...
Sei o motivo, mas não consigo controlar
Há um vácuo que preenche o que era completo
Uma carência de beijo, dengo e afeto
Não sei o que é pior: a distância ou a despedida;
O romper do contato no momento da partida
Um olhar para trás, um abraço apertado,
um aceno tristonho, um olhar desolado...
Como uma dor machuca tanto sem ferir?
Como dominar o que posso apenas sentir?
A paz é arrancada desde a raiz
Uma marca viva que não vira cicatriz...
Pense duas vezes antes de reclamar
Dos problemas da vida, da rotina do lar...
Há tristeza que ninguém sabe como se mede
Só se valoriza o que se tem quando se perde
A lágrima vem solta e quente
Quem negar isso apenas mente
mas faz bem, porque, como um rio
leva o fel para um outro lado vazio....
A cada alvorecer, há uma nova esperança...
que surge inocente, como sorriso de criança,
mudando planos e rumos, batendo asa,
tudo por causa da saudade de casa...
Ciudad Real, 09 de setembro de 2008
Saudade é o meu sangue,
meu ar, meu nome do meio.
Saudade é o som da música,
meu tempo livre, meu espelho.
Saudade é o chão que piso,
a água que bebo,
a cama que deito...
Saudade é o horizonte,
a memória perdida,
a esperança de vida...
Saudade é tudo aquilo
com que simplesmente convivo
e, no dia que deixar de sentir,
é porque não estarei mais vivo...
Em algum lugar, em 2018.
Não saber o que fazer
quando a conexão cai...
Ter momentos de prazer
com a senha do Wi-Fi
Dividir as pessoas entre quem usa
e quem não acessa certo app...
Eleger como Mestre ou Musa
quem tudo explica step by step...
Sentir-se completamente isolado
se não tiver um celular ao lado,
como se o mundo fosse malquisto.
Usar o WhatsApp compulsivamente
e perder-se em sua própria mente
como se a vida dependesse disto.
No avião Salvador-Recife, 09 de agosto de 2015.
O mundo muda
na medida em que
cada um fica insatisfeito
com a forma com que vive.
O mundo muda
a cada passo dado
no sentido contrário
ao que todos esperavam.
O mundo muda
quando o incômodo do dia-a-dia
deixa de ser uma desculpa,
para se tornar uma motivação.
O mundo muda
com seu exemplo,
não definitivamente
com sua opinião.
Abrantes, 26 de março de 2016.
Sou uma lagarta no casulo...
à espera da manhã
em que poderei voar
Sou um pássaro no ninho...
na espera do momento
em que abrirei as minhas asas
Sou uma vida de expectativas,
buscando o dia em que
me libertarei de mim mesmo
Salvador, 17 de janeiro de 2021.
Saudade é o meu sangue,
meu ar, meu nome do meio.
Saudade é o som da música,
meu tempo livre, meu espelho.
Saudade é o chão que piso,
a água que bebo,
a cama que deito...
Saudade é o horizonte,
a memória perdida,
a esperança de vida...
Saudade é tudo aquilo
com que simplesmente convivo
e, no dia que deixar de sentir,
é porque não estarei mais vivo...
Abrantes, 25 de março de 2016.
O sol já foi embora,
mas ainda dá para ver...
Olhamos para o horizonte,
vendo o passado,
em um instante levado
além dos seus limites
Viajar no tempo
não é ir ao futuro
ou voltar ao passado,
mas, sim, ter mais tempo
para estar no presente
e apreciar a beleza
que fatalmente desaparecerá.
Salvador, 14 de outubro de 2018.
Por vezes, tenho vontade de chorar...
Sei o motivo, mas não consigo controlar
Há um vácuo que preenche o que era completo
Uma carência de beijo, dengo e afeto
Não sei o que é pior: a distância ou a despedida;
O romper do contato no momento da partida
Um olhar para trás, um abraço apertado,
um aceno tristonho, um olhar desolado...
Como uma dor machuca tanto sem ferir?
Como dominar o que posso apenas sentir?
A paz é arrancada desde a raiz
Uma marca viva que não vira cicatriz...
Pense duas vezes antes de reclamar
Dos problemas da vida, da rotina do lar...
Há tristeza que ninguém sabe como se mede
Só se valoriza o que se tem quando se perde
A lágrima vem solta e quente
Quem negar isso apenas mente
mas faz bem, porque, como um rio
leva o fel para um outro lado vazio....
A cada alvorecer, há uma nova esperança...
que surge inocente, como sorriso de criança,
mudando planos e rumos, batendo asa,
tudo por causa da saudade de casa...
Ciudad Real, 09 de setembro de 2008
O que adianta
conjecturar?
Qual é a lógica
de prometer mudar?
Não sei como será
a postura a praticar
(espero sempre o melhor!)
Mas só saberemos
como acontecerá
quando o futuro chegar...
ainda que seja amanhã...
Salvador, 08 de novembro de 2019.
Por vezes, tenho vontade de chorar...
Sei o motivo, mas não consigo controlar
Há um vácuo que preenche o que era completo
Uma carência de beijo, dengo e afeto
Não sei o que é pior: a distância ou a despedida;
O romper do contato no momento da partida
Um olhar para trás, um abraço apertado,
um aceno tristonho, um olhar desolado...
Como uma dor machuca tanto sem ferir?
Como dominar o que posso apenas sentir?
A paz é arrancada desde a raiz
Uma marca viva que não vira cicatriz...
Pense duas vezes antes de reclamar
Dos problemas da vida, da rotina do lar...
Há tristeza que ninguém sabe como se mede
Só se valoriza o que se tem quando se perde
A lágrima vem solta e quente
Quem negar isso apenas mente
mas faz bem, porque, como um rio
leva o fel para um outro lado vazio....
A cada alvorecer, há uma nova esperança...
que surge inocente, como sorriso de criança,
mudando planos e rumos, batendo asa,
tudo por causa da saudade de casa...
Ciudad Real, 09 de setembro de 2008
Saudade é o meu sangue,
meu ar, meu nome do meio.
Saudade é o som da música,
meu tempo livre, meu espelho.
Saudade é o chão que piso,
a água que bebo,
a cama que deito...
Saudade é o horizonte,
a memória perdida,
a esperança de vida...
Saudade é tudo aquilo
com que simplesmente convivo
e, no dia que deixar de sentir,
é porque não estarei mais vivo...
Abrantes, 25 de março de 2016.
O mundo muda
na medida em que
cada um fica insatisfeito
com a forma com que vive.
O mundo muda
a cada passo dado
no sentido contrário
ao que todos esperavam.
O mundo muda
quando o incômodo do dia-a-dia
deixa de ser uma desculpa,
para se tornar uma motivação.
O mundo muda
com seu exemplo,
não definitivamente
com sua opinião.
Abrantes, 26 de março de 2016.
Como seria bom poder controlar
os rumos da vida depois do meu passar,
em uma extensão pós-morte do querer,
como se houvesse luz após o anoitecer.
Ensinaria tudo que não deu tempo de falar...
Protegeria todos aqueles que aprendi a amar...
Apagaria os rastros dos meus erros no caminho...
Confortaria todos que ficaram sem carinho...
Pediria perdão a quem eu magoei...
Explicaria o que sentia quando chorei...
Mostraria o que é o fracasso e a glória...
Tentaria dar um sentido à minha história...
O registro autêntico da minha vontade
A declaração antecipada (e inútil) da minha saudade
A eternização da vida em um único momento
A força simbólica de meu testamento.
Salvador, 23 de maio de 2010
Quando, um dia, terminar
a minha jornada terrena,
quero apenas encontrar
a paz em minha pequena
estrada de férteis encontros,
alguns triunfos e acertos,
mas também de desencontros,
reencontros, derrotas e apertos...
Não quero que os que deixo
disputem os poucos bens
que, com muita luta, conquistei,
mas, sim, que encontrem o eixo
da concórdia e harmonia,
não chorando de barriga vazia,
nem tendo a amarga sensação
de desamparo e solidão,
sabendo que eu tive o cuidado
de deixar tudo organizado,
na consciência de minha finitude,
fazendo tudo que eu pude
para, seguindo minha verdade,
distribuir segundo a necessidade
e justiça de uma partilha em vida
de um patrimônio que perece e rui
pois o que é realmente importante
é herdar o orgulho e a saudade doída
somente de quem, em essência, fui,
não do que eu tive na estante.
Salvador, 08 de dezembro de 2013, tendo dobrar um soneto...
Quando, um dia, terminar
a minha jornada terrena,
quero apenas encontrar
a paz em minha pequena
estrada de férteis encontros,
alguns triunfos e acertos,
mas também de desencontros,
reencontros, derrotas e apertos...
Não quero que os que deixo
disputem os poucos bens
que, com muita luta, conquistei,
mas, sim, que encontrem o eixo
da concórdia e harmonia,
não chorando de barriga vazia,
nem tendo a amarga sensação
de desamparo e solidão,
sabendo que eu tive o cuidado
de deixar tudo organizado,
na consciência de minha finitude,
fazendo tudo que eu pude
para, seguindo minha verdade,
distribuir segundo a necessidade
e justiça de uma partilha em vida
de um patrimônio que perece e rui
pois o que é realmente importante
é herdar o orgulho e a saudade doída
somente de quem, em essência, fui,
não do que eu tive na estante.
Salvador, 08 de dezembro de 2013, tendo dobrar um soneto...
Como seria bom poder controlar
os rumos da vida depois do meu passar,
em uma extensão pós-morte do querer,
como se houvesse luz após o anoitecer.
Ensinaria tudo que não deu tempo de falar...
Protegeria todos aqueles que aprendi a amar...
Apagaria os rastros dos meus erros no caminho...
Confortaria todos que ficaram sem carinho...
Pediria perdão a quem eu magoei...
Explicaria o que sentia quando chorei...
Mostraria o que é o fracasso e a glória...
Tentaria dar um sentido à minha história...
O registro autêntico da minha vontade
A declaração antecipada (e inútil) da minha saudade
A eternização da vida em um único momento
A força simbólica de meu testamento.
Salvador, 23 de maio de 2010
Rodolfo Pamplona Filho e Sebastião Marques Neto
Deixa fluir!
Para que represar?
As águas vão rolar…
Não apresse o rio!
Ele tem o seu ritmo!
As águas vão rolar…
Não apresse o rio!
Ele corre para o mar!
As águas vão rolar…
Não apresse o sol!
Ele vem para acalmar!
As águas vão rolar…
Mesmo nublado o dia,
o tempo flui,
a paz conduz
e a água vai limpar…
Mesmo nublado o dia,
o mal rui,
virá a luz
e o céu se abrirá…
Deixa fluir
Para que represar?
As águas vão rolar…
Não apresse o rio!
Ele tem o seu ritmo!
As águas vão rolar…
Não apresse o rio!
Ele corre para o mar!
As águas vão rolar…
Não apresse o sol!
Ele vem para acalmar!
As águas vão rolar…
Mesmo nublado o dia,
o tempo flui,
a paz conduz
e a água vai limpar…
Mesmo nublado o dia,
o mal rui,
virá a luz
e o céu se abrirá…
Deixa fluir!
Para que represar?
As águas vão rolar…
Salvador, 04 de março de 2023.
Filho é filho…
A gente tem de aceitar,
mesmo sendo chato
Filho é filho…
A gente tem de respeitar,
mesmo sendo injusto
Filho é filho…
A gente tem de cuidar,
mesmo dando trabalho
Filho é filho…
A gente tem de amar,
mesmo fazendo tudo errado.
Salvador, madrugada de 27 de fevereiro de 2023.