O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Musa


Musa
Rodolfo Pamplona Filho

Eu não preciso te ter para te amar
Eu não preciso te tocar para te sentir
Eu só preciso te ver...

Ver o teu sorriso, que me ilumina...
Sentir o teu perfume, que me inebria
Presenciar o teu molejo, que me excita

Começar o dia te vendo é começar bem o dia...
Encontrar-te casualmente de tarde é ter uma surpresa agradável
Sonhar contigo à noite é dormir em um misto de paz e emoção

Talvez o dia em que eu tiver coragem de te falar,
Toda a magia se perca, todo o encanto se esvaia
Toda sinfonia se cale, todo arco-íris se nuble...

Por isso, nada mais quero de ti do que tua presença em minha vida
Uma lua ou uma estrela brilhante consola aquele que está perdido no meio da floresta
O poeta pode perder a voz e a palavra, mas não pode perder a musa...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Segundo Despacho em versos nos mesmos autos...


1ª. VARA DO TRABALHO DE SALVADOR

Processo nº 01046-2002-001-05-00-56-RT

DESPACHO

O reclamante, à fl.467, renova requerimento
Não caindo no esquecimento
Para que proceda à provisória execução
Em termos, que lhe assiste razão

Clamando por homologação
Dos cálculos, às fls.458/460, apresentados
Seguindo-se a citação
Do reclamado, para quitá-los

Ou, em assim não desejado
No mesmo prazo que lhe é assinalado
Dê garantia suficiente
Para embargar, oportunamente

Neste sentido, impendo a deferir
Para que o processo se deixe impelir
A homologação dos cálculos apresentados
Seguindo-se a execução em seus atos

Na oportunidade, fica o obrigado
Pelas boas vindas na mensagem do advogado
Firmando o compromisso de sempre bem servir
Enquanto a vida Deus me permitir

Em 16/02/2006


RODOLFO MÁRIO VEIGA PAMPLONA FILHO
JUIZ DO TRABALHO

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Wrong Way


Wrong Way

If you’re looking for something,
you’re in the wrong way
‘cause if you get in,
you won’t get away !!!

I can see: your mind is burning in pain
And how terrible is look for life in your veins

While the night is growing cold...
...And before death invites you to go,
I’ll say again:

(1992)
Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Rodolfo Ramirez e Cedric Romano

sábado, 11 de agosto de 2012

Despacho em versos


Despacho em versos

O exeqüente, em petição,
impugna, com razão,
o despacho que indeferiu
a provisória execução

Insurge-se contra o fato
de lhe ser exigido um novo ato:
formação de auto próprio
para aquilo que é provisório.

Se é certo que há dígito específico
para este tipo de procedimento,
mais certo, diria eu: pacífico
é a justiça em atender o seu lamento.

Tudo o que é necessário
sem ônus para a parte ou erário
já está na reclamação trabalhista
como se verifica à primeira vista

Ora, então, qual é o sentido
do despacho ora atingido,
querendo ser mais formal
do que exige a norma legal?

Ficam aqui as nossas desculpas
por estes versos meio sem culpa
Mas a ocasião faz o poeta
na vida, na arte na labuta

Só não erra quem não trabalha
ainda mais na primeira vara,
pois o erro é fruto escusável
de um trabalho inesgotável

Resolva-se, logo, esta pendência,
revogando a ordem da excelência,
executando com sucesso
nos próprios autos do processo.

27 de janeiro de 2006, em Salvador, terra do nosso Senhor,


Rodolfo Mário Veiga Pamplona Filho
Juiz Titular da 1ª Vara do Trabalho de Salvador

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Lost and lone in the Middle of Nowhere




Lost and lone in the Middle of Nowhere

When a light invades your mind,
You’ll know that you’re alone
completely lost
in the middle of nowhere...
And if someone tells you
That you’re wrong,
Don’t trust him, ‘cause people
Don’t live to be strong...
‘cause who’s beside you is your enemy
And despite calling you friend,
He can stab you on your back!

When something opens your eyes to the world,
You’ll see what kind of bad dream
Is being lost
In the middle of nowhere...
And if even Jesus was betrayed
with a kiss of a close friend,
Why with you
Will it be different?
‘cause who’s beside you is a mad man,
That don’t know the meaning of fear
and will hunt you ‘till the gate of hell!

chorus
I’m so lost...
I’m so ‘lone...
(I’m so scared...)
...In the middle of nowhere...

Letra: Rodolfo Pamplona
Música: Tito Baqueiro
(1990)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Coca na Coca (extended version)


Coca na Coca (extended version)

O que é certo?
O que é errado?
Eu sei que a vida não é feita de rosas,
Mas, então, por que perder tempo com drogas
Para que maconha?
Para que Loló?
Com que finalidade vocês cheiram o pó?
Com que finalidade vocês cheiram o pó?
O que é certo?
O que é errado?
O que é o Bem?
O que é o Mal?
Meu Deus, será que nos tornamos viciados?
Meu Deus, há quanto tempo somos drogados?
Se a alma é livre, nada pode prender!
Se o corpo é são, nada pode deter!
A vida e a morte são um tênue cordão,
Que parte facilmente como para um coração

O que é certo?
O que é errado?
Será legal usar folhas de coca na coca?
Será que é certo usar folhas de coca na coca?
O que é certo?
O que é errado?
O que é o Bem?
O que é o Mal?
Meu Deus, será que nos tornamos viciados?
Meu Deus, há quanto tempo somos drogados?
Será que a saúde do povo está por um fio?
Por que enganados somos de forma vil?
Talvez por não distinguirmos a cruz do fuzil,
Pois é mais fácil mandar tudo à puta que pariu!!!

Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Marcus Ikeda e Cedric Romano
(1988)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

A Lua como Testemunha


A Lua como Testemunha

Rodolfo Pamplona Filho

Voltando para casa hoje,
deparei-me com uma lua,
completamente linda,
completamente nua...
Meu pensamento cruzou os céus
até te ver pela frente...
Olha a lua aí à noite
e mantenha a saudade quente...

A lua é a testemunha
silenciosa, mas onipresente
de um amor tão puro,
que atravessa todo o mundo
e me traz tua imagem
como um presente
que aquece minha madrugada
e acalma a minha alma.

E essa madrugada
me fez ficar e pensar em ti
me mostrou que a minha metade
na beleza e na verdade
prolongará toda a minha vida
e trará a capacidade
de amar, como na arte
de forma lúdica e explícita.

...se nosso presente está perfeito,
nosso futuro será maravilhoso....

San Francisco, 28 de setembro de 2010.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Religion


Religion

What’s that:
Faith or Fear?!?
And what you said
Why should I hear?!?
A cross is between our minds
History was made with lies
People don’t care about lives
‘cause nothing changes when a god dies...

What’s that:
Dream or Real?!?
And What you said,
Why shoud I feel?!?
There are chains you can’t see
Fables that became to memory
Looking for a muddy sea
Rats that look for Majesty...

If there be a god,
He won’t live in churches...
If there be a god,
He won’t live by alms...
If there be a god,
He won’t sacrifice innocents...
If there be a god,
I will belive him!

chorus

Religion: A kind of trap
An human step;
A spot of past...

Religion: It’ll build your fate,
Turn your love to hate,
Turn your pride to shame...

Letra: Rodolfo Pamplona Filho
Música: Flávio Maranhão
(1992)

domingo, 5 de agosto de 2012

Momentos...


Momentos...

Ela escreve... na multidão!
um trecho de crônica, uma canção,
um testamento, uma confissão.
Isso não importa,
e sim que
Ela escreve... na multidão!
um canto, um verso ou recado
talvez uma carta para o namorado
Isso não importa
e sim que
Ela escreve... na multidão!

É um momento mágico, com certeza,
pois no papel, em cima da mesa,
vejo uma frase aparecer...
E ela sozinha, cercada de gente,
com letras brilhando como o nascente
ilumina minha alma sem perceber...

Pois não ouso sequer perguntar o seu nome,
nem ao menos dirigir-lhe a palavra
Já que, em seus olhos, descubro de longe
os devaneios da pessoa amada...

Tomo cuidado para não perturbá-la
e, à distância, fico a amá-la,
mas...
Isso não importa,
e sim que
Ela escreve... na multidão!

(08.01.92)

sábado, 4 de agosto de 2012

Uma Canção Tola! (ou a canção pop mais ant-pop que o pop já fez!)


Uma Canção Tola! (ou a canção pop mais ant-pop que o pop já fez!)

Eu queria escrever uma canção que fosse tola
Que eu não precisasse pensar para escrever
E que rimasse “boca” com “louca”
Quem sabe “sol” com “farol” ou algo que tenha a ver

Não precisa nem ter letra
Não precisa nem ter solo
Pode ser que seja lenta
Pr’eu poder dormir no seu colo

Eu queria escrever uma canção que fosse tola
Que eu não precisasse complicar para agradar
Com 3 ou 4 acordes, fazia uma melodia
E cantava bem alto, sem medo de errar (ou desafinar!)

Não precisa nem ter métrica
Não precisa nem ter refrão
Bastam apenas poucas palavras
Que toquem fundo em seu coração

Eu queria escrever uma canção que fosse tola
Que eu não precisasse analisar para escrever
Que pudesse ser alegre sem medo de ser boba
E ser assobiada por quem bem entender

Não precisa ter paradas
Não precisa ter quebradas
Basta apenas sua razão de ser:
Conseguir conquistar você!

Letra e Música: Rodolfo Pamplona Filho
(1992)