O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O Beijo


Rodolfo Pamplona Filho


O beijo é o marco
O beijo é um arco
que lança a flecha
que abre a brecha
de um coração que se quer entregar
para não ter medo de voltar a amar...

Poesia...
é a palavra que mais se assemelha
ao toque dos meus lábios nos seus...
sem pressa....
com cuidado...
com vontade...

Beijar...
Fez-me esquecer, por instantes,
qualquer papel social...
Tudo sumiu do meu pensamento e
nada me restou

Olhar...
o seu não me nega amor:
promete-me sonhos loucos
e me leva na bagagem
pra onde quer que você for...

Amar...
perco-me na fantasia
de uma vida eterna ao seu lado
....eu tenho muito a te dar:
vontade
desejo
motivos...

Sinto nosso amor consolidado
no beijo casto
no momento raro
que fez o mundo parar
que nos fez voltar a viver...

Salvador, 02 de outubro de 2010.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Consolo


Rodolfo Pamplona Filho



Hoje queria dormir no seu colo,
ouvindo o barulho do mar...
Mas a única coisa que me espera
é minha cama, uma aspirina e o protetor auricular......

San Francisco, 25 de setembro de 2010.


domingo, 17 de janeiro de 2016

A Essência de Ser Professor


Rodolfo Pamplona Filho


O magistério é a parábola do semeador...
Nós não desperdiçamos sementes...
Nós apostamos que uma delas germinará...

O magistério é a consciência plena
de que se tem o futuro de alguém
em suas mãos e em seus ensinamentos...

O magistério é o sacerdócio verdadeiro
de se entregar a uma missão, com alma de criança,
mesmo quando os outros não têm sequer esperança...

E se, ao menos, um aluno,
um único aluno simplesmente,
sentir-se desta forma,
já terá valido a pena todo sacrifício...

Salvador, 15 de outubro de 2010.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Prece de um Coração Solitário


Rodolfo Pamplona Filho



Oh, Deus, Destinatário
do meu louvor,
guarda o meu amor,
que está longe do meu olhar,
mas dentro do meu coração.

Oh, Deus, Senhor
de todo sentimento,
faça que, neste momento,
de saudade infinita,
eu sinta a sua presença
acalentando esta ausência
que gera tanta angústia...

Oh, Deus, Soberano
de toda a vida,
protege o meu amado
por onde quer que esteja
e traga-o de volta em dois passos
para descansar em meu colo
e se entregar aos meus braços.

Amém!

San Francisco, 30 de setembro de 2010.



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A Perda da Inocência II


Rodolfo Pamplona Filho


Hoje, eu matei uma criança...
atirei, à queima-roupa, sem dó, nem piedade
no seu corpo de inocência, uma bala de realidade
no seu coração de pureza, uma facada da verdade

Dos seus sonhos, fiz escárnio
Dos seus planos, fiz ridículo
E rasguei sua esperança como papel de embrulho

Arranquei os seus olhos
Cortei sua garganta
E calei sua voz como uma vela que se apaga

Uma mente violentada
Um desejo reprimido
Um brinquedo destruído,
essa criança não existe?

Não é fênix, pois não renasce das cinzas
Não é Deus, pois não acreditam nela
Não é Mito, pois, de algum modo existiu.

Essa criança...
Essa criança...
Essa criança sou eu!

(20.01.92)


quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Conhecendo Pamplona


Rodolfo Pamplona Filho

Conhecer Pamplona
foi uma sensação indescritível
Senti-me voltando ao berço,
para conhecer o começo
de tudo que sou
ou que, um dia, quis ser...
Vim tomar a benção
para conseguir tomar a decisão
e, mais do que isso, implementá-la,
sabendo, finalmente, o que vou fazer
com o resto da minha vida...
Quero apenas viver...

Pamplona, 03 de outubro de 2012.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Pants dry, trees die


Rodolfo Pamplona Filho


People live without thinking
‘cause thinking isn’t a life’s condition.
Why do we have to live
as the world won’t survive
after we perish?

Why do we have to use
all the water that we have acess?
Why do we have to use
all the light that we produce?
Why do we have to use
paper that destroys a florest?

Pants dry, trees die...
Better fight for a clean Sky...
There’s no way to get out
when life wants to shout!

San Francisco, 29 de setembro de 2010.
Postado por Rodolfo Pamplona Filho às 05:00 8 comentários:
Enviar por e-mail
BlogThis!
Compartilhar no Twitter
Compartilhar no Facebook
Compartilhar com o Pinterest


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Desejo...


Rodolfo Pamplona Filho

Quero sorrir!
Quero ver você vir!
Quero ter você e sentir!
Quero amar você e dormir...
...quero sumir?
...quero sumir...
...somente enquanto você não está aqui!

Salvador, 06 de dezembro de 2010


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Poliamorismo


Rodolfo Pamplona Filho


Por que não se pode
amar mais de uma pessoa
ao mesmo tempo?
Por que o ato de amar
exige uma exclusividade artificial,
como se o coração pudesse
ser controlado como
um bicho de estimação?

Para alguém ser completo,
é possível que haja mais de uma peça
para formar um todo,
que não é um quebra-cabeça,
mas, sim, um complexo prisma,
cujas faces são complementares,
não havendo verdade ou mentira,
pois tudo dependerá do ângulo que se mira...

Eu quero amar você eternamente,
mas não quero deixar de amar ninguém...
Eu quero ficar com você o resto da vida,
mas isso não significa viver só a dois...
Meu amor não é uma cabine simples,
com apenas dois lugares:
é um mar com vários ecossistemas,
uma galáxia com diversas estrelas...

Eu não quero a clandestinidade
de viver um amor marginal...
Quero uma relação de maturidade
em que haja entrega total,
sem a ilusão da única cara metade,
vivendo o múltiplo afeto da vida real.

San Francisco, 28 de setembro de 2010.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Incertezas


Rodolfo Pamplona Filho




Será que a nossa poesia algum dia cessará?
Será que o amor mais puro já vivido terminará?
Arrepio-me só de cogitar
a possibilidade disso se realizar...

Incertezas quanto ao futuro
Insegurança com o presente
Tristeza ao lembrar o passado
e quanto tempo perdemos
em caminhos que insistiam
em não se cruzar...

Meu maior medo não é
deixar de te amar,
pois isso jamais ocorrerá...
Minha ansiedade é perder
o desejo, o amasso,
o frio na barriga
pelo contato de um abraço...

Temo...
Tremo...
Choro...
Morro...

Mas sigo na esperança
de que o que é eterno
nunca se apaga...

San Francisco, 28 de setembro de 2010.