O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Calma...


Rodolfo Pamplona Filho

A imaturidade demora para ser curada.
Há quem nunca se cure...
A esperança persevera sobre a experiência
Há quem nunca aprenda...
O processo é desgastante
e pode sempre piorar...
A tristeza parece infinita
e não se vê luzes no horizonte...
Quando a solução parece passar
pelo afastamento total e irrestrito
é hora de falar para dentro:
Calma...

Salvador, madrugada de 03 de maio de 2017.                       


domingo, 11 de junho de 2017

Paralaxe



Rodolfo Pamplona Filho
Enxergar tudo
sob o ponto de vista alheio.
Cada um vê algo
que os demais sequer percebem...
Usar os olhos não dói.
Sentir a dor do outro, sim.

Praia do Forte, 26 de março de 2013.

sábado, 10 de junho de 2017

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Amor e Posse


Rodolfo Pamplona Filho

Amo você inteiro
Amo você por inteiro
Só odeio quando me faz
lembrar que não é meu...
Mas alguém é dono do outro?
Ninguém é dono de ninguém
Então por que o dilema
entre o amor e a posse?
Se as teorias são corretas,
por que não consigo agir assim?
Tão utópico esse amor
Tão lindo esse amor
É tão maravilhoso amar,
mas, ao mesmo tempo,
é tão ridículo ficar preso a alguém...
Há uma coação social
acima do amor..
Há uma caixa castradora
que poucos conseguem destrancar
Seja Karenina ou Beauvoir,
é possível descobrir novas formas de amar...
Se você amar alguém,
deixe-o livre...
E quando não for feliz no sistema,
subverta-o
ou liberte-se dele.

Salvador, 16 de maio de 2017.                       


quinta-feira, 8 de junho de 2017

Escravas Sagradas de Korinthio

Rodolfo Pamplona Filho
No encontro entre o Egeu e o Jônico
e de dois portos importantes,
encontra-se a cidade
que não conhecia o amor

No culto à Afrodite,
entregam-se mais do que primícias,
pois é o próprio corpo o objeto
do contato, do negócio e do prazer,

proporcionando conforto e alento
a quem vem de muito longe
e não sente há muito mais

o contato com a pele aveludada
em que o sentimento é nada,
mas a entrega e satisfação totais.


Na estrada de Korinthio para Atenas, 29 de setembro de 2012.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

A Medida da Dor


Rodolfo Pamplona Filho
Eu não quero
ser insensível...
Eu não quero
desprezar a sua dor
Eu não pretendo
fazer competição de tristezas,
mas a dor do que se sente
é muito pior
do que a dor
do que se gostaria de sentir
e não se sente...


Salvador, 14 de maio de 2017.                        

terça-feira, 6 de junho de 2017

A Esperança um dia cansa


Rodolfo Pamplona Filho
De tanto sofrer
De tanto esperar
a Esperança cansou
e deu lugar
à desilusão...


Salvador, 16 de maio de 2017.                        

domingo, 28 de maio de 2017

Necessidade de ser desagradável



Rodolfo Pamplona Filho 

Ninguém precisa
perguntar sua opinião
Ela vai dar da mesma forma
e sempre soltando um veneno,
fazendo uma queixa,
criticando o serviço,
como se sua visão
fosse realmente relevante
para o futuro da ação,
da nação ou da operação.
Não há motivos
para ser simpática,
nem razão para ser amável,
quando tudo se resume
à necessidade de ser desagradável.

Aeroporto de Cusco, 16 de abril de 2017.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Pacto Social


Rodolfo Pamplona Filho 

No dia em que
o homem se submeteu
a fazer o que prometeu
finalmente aprendeu
que há mais no mundo
do que seu próprio Eu.

No dia em que
o ódio e o amor
superaram seu temor
e souberam dar valor
à força da paz
transcenderam sua própria dor.

No dia em que
se descobriu que a aliança
transcende os que estão na dança
renasceu a esperança
de que toda tempestade
finda com a sua própria bonança.

06 de maio de 2017, no voo para São Paulo.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Perdoe-me


Rodolfo Pamplona Filho 

Perdoe-me por ser covarde
e não ter a coragem
de ser feliz aqui e agora.

Perdoe-me por ser falso
e não ter a honradez
de viver o que quero para mim.

Perdoe-me por ser arrogante
e achar que sei o bastante
para entender até o que eu não sei.

Perdoe-me por ser triste
e não ver a beleza que existe
além do que já vivi.

Salvador, 01 de maio de 2017.