O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

terça-feira, 20 de julho de 2021

Consciência

 




O casamento por amor

do sentimento

com o pensamento

gera um lindo rebento

chamado consciência...


João Pessoa, 02 de maio de 2012.


segunda-feira, 19 de julho de 2021

TPM

 



Tensão Pré-Menstrual

Tô Puta Mesmo!

Tendência Predestinada à Matar...

Tira as Patas, Maldito!

Temporada Proibida para Machos

Todos os Problemas Misturados

Tesa e Preparada para Morder...

Tendências a Pontapés e Murros

Tentativa no Próximo Mês

Toda Paixão Machuca

Tocou, Perguntou, Morreu

Totalmente Pirada ou Maluca

Tenho de Parar e Meditar

Tentação de Pensamentos Mortais

Tempo de Pensar em Mudar...

TPM: Tente Perdoar Mais...


João Pessoa, 04 de maio de 2012.


domingo, 18 de julho de 2021

Gestão de Pessoas

 




Nós não estamos

onde está o nosso corpo,

mas, sim, onde está a nossa alma...

Não controlamos almas,

mas, sim, lideramos almas...

Liderar é juntar o corpo e a alma!


Crise não é problema!

Crise é oportunidade

de rever conceitos

e de buscar novas formas

de fazer aquilo

que realmente se quer fazer.


Gestão de pessoas

não é dar ordens

ou cobrar resultados...

É inspirar comportamentos,

não pela palavra que ensina,

mas pelo exemplo que arrasta...


Salvador, 12 de maio de 2012.


sábado, 17 de julho de 2021

Viva sua Vida




 

Viva sua Vida

Viva sua Vida como achar melhor

Viva sua Vida como achar que deve

Viva sua Vida,

mesmo cansada e dolorida...

Viva sua Vida,

mesmo cansada e dolorida

de sentir tristeza...


Salvador, 12 de maio de 2012.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

Para minha mãe




 

Hoje, fui ver minha mãe...

Há alguns dias, não a via...

Impedimentos não me faltavam

para justificar minha ausência:

viagens, trabalho, estudo,

projetos e compromissos mil...

Mas não podia deixar de ir

no dia que elegeram para

homenagear especificamente

aquelas que nos trazem à luz

(como se todos os dias em que

respiramos já não fossem

uma celebração da maternidade...).

Lá chegando, ela estava deitada,

como há tanto tempo está,

como se permanecer parada

fizesse recuperar o tempo

e a saúde que já se foram...

Encontro-a, beijo-a e a abraço,

como se eu não fizesse isso

sempre que a vejo...

Ela sorri... E me olha...

Mas não pode mais falar

com sua própria voz...

Mas seu olhar me diz tudo

que eu preciso saber,

sem necessidade

do menor balbuciar...

E no encontro dos olhares,

todos os sentimentos

são manifestados

como um turbilhão

que explode no silêncio...

Não resisto...

Sinto vontade de chorar...

Dou uma desculpa

de que vou cuidar da casa

e sigo para a cozinha,

ver o que estava faltando,

e para a sala,

ver e disparar mensagens

para ver se todos estão bem

e tudo está em ordem...

De repente, ela surge,

em pé, apoiada nas cuidadoras,

e vem em minha direção...

Abraçamo-nos,

finalmente na vertical,

e, de repente,

aquele abraço

vira uma dança...

uma valsa tocada

em uma harmonia sem notas,

uma melodia sem som

e um ritmo ditado

pelo bater dos nossos corações...

Giramos juntos,

lentamente,

como não houvesse dor,

tristeza ou doença,

como se o relógio parasse

e o mundo esperasse

o que fossemos fazer...

As cuidadoras parecem estranhar

aquela coreografia muda

e tentam discretamente

colocar uma musica

para acompanhar...

Pouco importa...

O que interessa é o momento,

o hoje e o sentimento...

E nossa dança termina

com ela sentando em meu colo

e, como fazia quando eu era criança,

cocando meu cabelo

e fazendo cafuné...

Não há roteiro,

não há script,

não há mais o que fazer...

senão amar incondicionavelmente...

Verdade...

Enquanto há vida,

há esperança, alegria

e sorrisos inexplicáveis...

Depois, a gente vê depois...

pois o depois é só saudade...



Salvador, 12 de maio de 2013, no dia das mães...


quinta-feira, 15 de julho de 2021

Choro de Saudade

 



A lágrima corre

não por uma dor física,

mas por uma ferida que reabre

toda vez que você se vai...


O choro cai pesado,

como um fardo carregado,

em que não posso suportar

a tristeza que não quer passar...


Choro, sim,

mas choro de saudade,

pela certeza de que sua presença

é minha maior necessidade...


Salvador, 12 de maio de 2012.


quarta-feira, 14 de julho de 2021

Douçura...

 





Doçura é o gosto,

o sentimento

e a vontade.


Doçura é a vida,

a presença

e a saudade


Doçura é o amor,

a certeza

e o frescor.


Douçura, porém,

 é a palavra que está além

e significa o investimento

em um sentimento.




Salvador, 12 de maio de 2012.

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Marcadores: , Textos com Imagens

domingo, 29 de setembro de 2013

terça-feira, 13 de julho de 2021

Os Limites da Compreensão e os Desejos de Coração

 



Desejo, de coração,

poder ser reconhecido

como um homem feminista,

que acredito ser,

mas que, também,

apenas tento ser,

mesmo que não consiga...


Desejo, de coração,

compreender cada demanda

feminina e feminista,

mas falho...

não por falta de esforço,

mas por não poder

ocupar o seu lugar de fala.


Desejo, de coração,

ir além do que já faço,

mas recuo...

não por apatia,

mas, pela consciência de dar espaço

para que ela se defenda

por ser igualmente capaz.


Desejo, de coração,

dividir as suas dores

e amparar nas suas tensões,

mas lamento por não poder,

simplesmente por não ser mulher

e não saber e sentir tudo

o que somente ela sabe e sente...


...sobre ser mulher.


Salvador, 17 de agosto de 2016, quarta-feira, no voo para Vitoria/ES.


segunda-feira, 12 de julho de 2021

Podridão Interna







Há algo de muito ruim

não no mundo, mas em mim!

Há algo que ataca os sentidos

e fulmina todos meus suspiros!


Algo que, do ódio, me faz refém

e, definitivamente, não me faz bem,

mas que não consigo me livrar,

como um vício a me matar.


domingo, 11 de julho de 2021

Envelheci

 




Cheguei no ponto

em que se lamentam as novidades,

em que se chora de saudades,

ao qual nunca se está pronto.


Percebo agora

que o tempo passou rápido,

que o corpo já está flácido,

que a vida está lá fora


Começo a falar

como eram as coisas em meu tempo,

que não é mais o momento

de poder aproveitar


Sinto falta

de um sonho encantado,

da energia do passado,

da alegria fora de pauta.


No mar de Miami, 30 de dezembro de 2017.