O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Yggdrasil




 

Árvore da Vida

Árvore do Mundo

que liga os nove Reinos:

Asgard, lar daqueles

que consideram deuses,

onde Odin cavalga Sleipnir,

seu garanhão de oito patas,

e tudo vê e tudo comanda...

Vanaheim

Alfheim

e, ligada ao céu

pela Bifrost,

ponte do arco-íris,

está

Midgard, nossa terra,

logo acima de

Jötunheim, terra do gelo

e de seus gigantes...

Descendo para as raízes,

onde nunca descansa

o dragão Nidhogg,

encontraremos

o mundo subterrâneo

e os reinos de

Muspelheim,

Nidavellir,

Svartalfheim, terra dos elfos negros,

e, por fim,

Niffleheim,

terra de Hvergelmir

e de Hel,

cujos portões são guardados

por Garm,

que não tem três cabeças,

pois uma já é o bastante...


Salvador, 05 de março de 2014, lendo Thor...

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Ninguém tem culpa...




Como fruto natural

da herança católica ibérica,

teme-se aceitar que o mal

existe também na América,

fugindo-se da conseqüência

de qualquer conduta humana,

negando toda negligência

ou mesmo prática insana...

Assim, tudo é desculpável

e a tolerância encontra apogeu...

Ninguém se vê responsável

pelos atos que cometeu...

É-se vítima do sistema,

do capitalismo, da maldição...

É-se vítima do governo,

da pobreza, da educação...

Desta forma, pedir desculpas

não merece louvação,

pois será apenas assumir a culpa,

como em uma espontânea confissão

mas que, ao contrário do pecado,

não merece qualquer perdão,

e, sim, somente o escárnio

ou uma mais alta indenização...


Wittenberg, 06 de julho de 2015


domingo, 7 de setembro de 2025

O Destino do Sobreiro





A consciência da finitude

permite a tranquilidade

de investir em um futuro

que certamente não se verá...

Afinal, a cortiça é recolhida

por quem não cultivou,

o fruto é desfrutado

por quem não o plantou

e ninguém limita

o alcance do amor...


A caminho de Évora, 01  de julho de 2015...

sábado, 6 de setembro de 2025

Gratidão




Gratidão não se exige,

não se pede, nem se espera...

É presente de um coração puro,

que não vê outra forma de agir,

na memória da marca do passado

e do alívio do auxílio no desespero...


Por isso, a ingratidão machuca

como punhaladas nas costas,

como um tapa no rosto,

como uma dor fatal no peito...


O ingrato merece mais do que repúdio:

é pena de morte no coração,

que se fecha em uma ferida purulenta,

cujos bálsamos somente são

o ostracismo ou a ressurreição do perdão...


Reconhecer-se grato é o exercício da verdadeira humildade,

que é saber que, sozinho, não se consegue nada,

pois conquistas isoladas são vitórias de Pirro,

em que obter o resultado não significa necessariamente desfrutá-lo...


Gratidão é a resposta sincera

que o afeto exige por coerência!


É a marca que renova a esperança,

que não é a última que morre, posto imortal,

mas, sim, a certeza de que

ainda se pode ter fé na humanidade




Maceió, 03 de setembro de 2010


Quando o Brado é ouvido!

 




Não é fácil lutar...

contra as trombetas

daqueles que torcem contra!


Não é fácil lutar...

com o adversário,

o estádio e até o árbitro!


Não é fácil lutar...

com pênalti mal marcado

e gol legal anulado!


Mas a luta não é opção!

É determinação do coração,

que enseja a reação!


Mas a gana não é virtude!

É premissa de quem honra

o manto sagrado que ostenta!



Então, aprendam os detratores,

que, até soar o apito final,

o combate ainda é frontal,


o intento se persegue,

o objetivo não se esquece,

a esperança prevalece:


Aprendam que não se canta vitória

antes da derradeira hora,

como ensina a nossa história!


E, por isso tudo...


Sim, é fácil...

cantar até perder a voz

Brilhar com a força de mil sóis!


Sim, é fácil...

sorrir por, da degola, escapar

chorar para nunca mais voltar


Sim, é fácil...

emocionar com o triunfo de garra

aplaudir quem vence na marra!


Só uma coisa

realmente não é fácil...

é deixar de acreditar...

é deixar de vibrar...

é deixar de te amar...

pois isso nunca acontecerá...


Dublin, madrugada de 18 de setembro de 2014, ao saber do triunfo do Baêa,

dedicado a todos para quem lutam até o final, em especial Máxi e

Branquinho...

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

A sabedoria na azeitona





Toda experiência

faz parte

de algum aprendizado...

Experimentar

o fruto da oliveira

no seu amadurecer

ensina a valorizar

a transformação

proporcionada pela conserva...

O tempo para o desfrute

não coincide com o desgaste,

mas, sim, com o desvelo

para revelar

o melhor momento

para degustar...


No Trem para Sevilla, 23 de junho de 2015, 12:30 (7:30  no Brasil...)

quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Destinatário do meu Afeto




Eu não faço questão

de possuir um luxuoso teto...

Não me importa, então,

se há um único caminho certo!


Quero sempre muito mais

do que ser mero objeto!

Sempre há alguém que faz

diferença em meu universo...


Pretendo correr atrás

de quem eu me conecto

Não me interessa a paz

de um sentimento abjeto


Tudo que quero, decerto,

nesta minha curta caminhada,

onde pouco fiz de concreto,

é poder terminar minha jornada


e finalmente dizer

que realmente tenho perto

alguém que possa ser

destinatário do meu afeto...


Pensando em um papo do dia 01 de fevereiro de 2014.

quarta-feira, 3 de setembro de 2025

Gedächtnis Kirche



A beleza de outrora,

destruída pela violência,

nunca se recuperará...

Mas, dos destroços,

surgem estilhaços...



E nova beleza

nasce das ruínas,

para nunca esquecer

a estupidez da guerra...

Ela nunca é igual

àquela que desapareceu,

mas é tão bela quanto

a que, para sempre, se perdeu,

pois sempre será...

(...) Beleza...


Berlin, 07 de julho de 2015

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Sintra





Nas ladeiras de Sintra, me encantei...

Buscando a beleza imemorial da Penha...

Travesseiros e Periquitas degustei...

Na certeza de que, para o prazer, não há senha...


Junho de 2015

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Cabo da Roca






E, para despedir de Portugal,

Nada melhor do que sair da toca,

Conhecendo da Europa, o final,

Na ponta ocidental do Cabo da Roca.


2 de julho de 2015