O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A Meta e o Método (pesquisando a pesquisa)










Rodolfo Pamplona Filho


Eu parto da premissa
que tenho pré-concepções.
Conheço o paradigma
e faço desconstruções.

Ídolos e Tradição
Ordem e Anarquia
Eidética redução
na Fenomenologia

Vi o ser-com do MitSein:
descobri a ciência normal,
o ser-aí do DaSein
e a metodologia plural.

Entendi a nadificação,
a angústia e o cuidado...
Achei tese de compilação
no objeto pesquisado

Conclui o processo impoluto
de não existir única verdade,
pois não existe absoluto
na pós-modernidade.

Salvador, 06 de junho de 2010


Adendo de
Charles Silva Barbosa

Como o absoluto é inexistente
é preciso mover-se adiante.
Refletir sobre a gente,
ultrapassar o paradigma dominante.

Compreender o mundo e suas valsas
vencer a instrumental racionalidade.
Se as promessas eram falsas,
é de se romper com a modernidade.

O Lebenswelt resgatado.
Habermas faz Husserl renovar.
Se o mundo da vida é tema,
a filosofia há que se criticar.

Sem a fenomenológica percepção
a pesquisa vai desmoronar.
Estar-se-á na contramão
e método algum irá salvar.

Só nos resta ir contra o método,
para o método encontrar.
E entender que não há método,
onde o eidos não está.


domingo, 28 de fevereiro de 2016

O que posso te oferecer...


Rodolfo Pamplona Filho




Eu não posso te oferecer nada...

Eu não posso te oferecer
a tranqüilidade de uma relação
sem sobressaltos e sustos
ou sem um pouco de tensão...

Eu não posso te oferecer
um encontro diário e demorado,
com a construção de uma rotina
e de um canto sossegado

Eu não posso te oferecer
um casamento estável
com cara de bom-dia
e de um cumprimento amável

Eu não posso te oferecer
sequer a minha física presença,
pois o risco do contato
recomenda a minha ausência

O que posso te oferecer?

O que posso te oferecer...
é a certeza de um amor
maduro como poucos
e forte como meu calor

O que posso te oferecer...
é a adrenalina da tensão
de buscar o mais breve contato
explodindo de tesão

O que posso te oferecer...
é uma vida independente
de qualquer rótulo ou marca
que queiram colocar na gente

O que posso te oferecer...

O que posso te oferecer...
é a segurança de um abraço...
é a gostosura de um amasso...
é tê-la sempre em meus braços...

O que posso te oferecer...
é a risada da travessura
é a palavra amiga na angústia
é a cumplicidade na loucura

O que posso te oferecer...
é minha presença espiritual:
não tirarei você da minha vida,
nunca mais me sentirei mal...

O que posso te oferecer...
é suprir toda carência
é conhecer além da casca
é tudo que sou na essência.

Salvador, madrugada de 03 de outubro de 2010.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Quando a paixão vira respeito


Rodolfo Pamplona Filho




Eu sei que você não sente
tanta falta de sexo quanto eu...
Eu sei que você não exige
tanta atenção quanto eu...
Eu sei que você não precisa de
tanto cuidado quanto eu...

Mas a situação está difícil...

Fico grato pelo seu esforço
em tentar me agradar,
fazendo coisas que
poderiam te violentar,
mas que, por amor (ou carinho...),
você se submete sem reclamar...

Mas a situação está incontrolável...

Uma história comum
garante o respeito
e a admiração,
mas, se mantém o amor,
pode sufocar a paixão,
pela falta de perspectiva
de descobrir nova sensação...

Mas a situação tornou-se irreversível...

Eu continuo te amando
e, para sempre, te amarei,
mas a paixão virou respeito
e isto não me faz bem,
porque sinto falta do tesão,
da aventura, do frio na barriga,
da saudade irrefreável, da emoção
de reconciliar após uma briga,
de ser mais do que pai de família...

E a situação tornou-se insuportável...

Somente nos resta
chorar à vontade e clamar
A Deus...
Somente nos resta
criar coragem para falar
Adeus...

São Paulo, 06 de novembro de 2010.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Descobrindo Juntos a Paixão


Rodolfo Pamplona Filho




Posso confessar algo?
Estou apaixonada!
Não enxergo nada...
além de teus olhos...
Não vejo nada...
além de teus lábios...
Não sinto meu corpo...
sem tua presença...
Somente sinto minha pele...
esperando teu carinho...
Isso me faz viver...
Tu me fazes viver...

Posso confessar algo?
Estou apaixonado!
Não enxergo nada...
além de tua face...
Não vejo nada...
além de teus cabelos...
Não sinto meus braços...
enquanto não te abraço...
Somente sei que respiro...
quando sinto teu cheiro...
Isso me faz viver...
Tu me fazes viver...

E eu quero teu rosto
junto ao meu coração
e tua alma livre
na minha emoção...
Serás minha companhia,
na tristeza e na alegria,
construindo minha harmonia
e o prazer da sintonia.

Volte e pense em mim...
Estou ouvindo nossa canção...
Nosso amor não terá fim...
Não cessará nossa paixão...
pois eu te sinto no meu colo...
e eu me quero no teu peito...
Eu quero tua boca...
E eu quero o teu beijo...

Eu te quero...
E eu também...
Eu sou tua...
E eu sou teu...
Também...

Salvador, 06 de outubro de 2010.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Impotência


Rodolfo Pamplona Filho



Sofro
a frustração
de não realizar o que quero fazer.
Sinto
a sensação
de incompletude permanente do ser.
Choro
pela emoção
de não saber mais o que dizer.
Morro
pela razão
de não ter o que lutar para viver.

São Paulo, 06 de novembro de 2010.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Encontro ao Acaso


Rodolfo Pamplona Filho



O contato segue escasso
meu amor segue ao passo
de um encontro ao acaso
ou um possível abraço

Eu te esperarei sempre
de dia, de noite, como outrora
pois sei que, de repente,
a vida pode sorrir a qualquer hora

E tudo em mim se tornará vida,
quando meu desejo encontrar a saída,
desejarei estar finalmente acolhida,
amada, segura e compreendida.

Salvador, 04 de novembro de 2010.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Não entregarei os pontos...



Rodolfo Pamplona Filho

Não adianta tentar lutar
contra algo já resolvido,
pois nossas vidas vão continuar
com os arranjos escolhidos...

É inútil tentar entender
o que o coração suplica,
pois ele irá padecer
nesta noite mal dormida

em que o pedido de socorro
permanecerá durante a noite
e o toque se tornará um estorvo
a evitar com açoite

Sinto depressão e dor de cabeça,
mas preciso te alertar
que, mesmo que eu adoeça,
é com você que quero estar...

Algum dia, espero ter coragem
e, a você, me declarar
com todo meu corpo e mente
e, finalmente, me entregar.

O homem maduro e seguro
à mulher delicada e sensível:
completude total em amor puro,
entre um olhar distraído e impossível.

Nem sei se vivo tristonho
ou se a vida nos permitirá,
mas preciso desse sonho
para continuar meu caminhar...

Não entregarei os pontos...

Salvador, 04 de novembro de 2010.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

O que quero da vida


Rodolfo Pamplona Filho


Eu quero uma vida tranqüila
com cheiro de jasmim
com gosto de alecriim
e tendo você perto de mim

Eu quero muito mais que um desejo
eu quero um amor puro
um beijo maduro
um abraço seguro

Eu quero me jogar no mar
sem medo de me afogar
e nadar até cansar
para meu corpo pedir seu ninar

Eu quero a paz de uma cama
onde possa me deitar sem drama
e permanecer por dias
fitando este olhar que me encanta

Salvador, 01 de novembro de 2010.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Imagine a cena...


Rodolfo Pamplona Filho


Imagine a cena...
Eu, sozinha,
banho tomado,
camisola de seda
e uma taça de vinho...

Estou feliz por estar só
pois, neste momento,
poderei dormir tranqüila,
imaginando você ao meu lado
e me fazendo acreditar
que o que sinto
é o amor mais puro
e perfeito que já tive...

Sinto sua falta
e queria muito mesmo
estar aí com você....
Na verdade,
essa vontade
nunca vai passar
pois descobri em você
minha extensão...
minha essência
e meu maior prazer..

Pensa em mim, amor!
Eu, de minha parte,
não tiro você da cabeça,
nem do coração...

Salvador, 30 de outubro de 2010.



sábado, 20 de fevereiro de 2016

Green Eyes


Rodolfo Pamplona Filho


Once upon a time,
a man was looking for peace,
but all he found was darkness,
until he knows a special face:
Green Eyes...

Once in a life,
everyone has a chance
to learn the meaning
of beauty in the space:
Green Eyes...

Once, twice or a lot of times,
everybody has to live
with the hope of, finally,
be forever happy and young at heart;
Green Eyes...

There's no more seek
for a place to rest
There's no more need
to be always the best
All you really want to be with
It's... Green Eyes

Salvador, 19 de janeiro de 2011.