O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Os Cavaleiros do Apocalipse e o Julgamento Final

Os Cavaleiros do Apocalipse e o Julgamento Final

Rodolfo Pamplona Filho
O primeiro é a ganância,
na sua mais pura projeção,
como a sede de poder
e a fome de dominação...

O segundo é a violência,
em que a paz é obtida
pela força e pelo medo
do que pode acontecer...

O terceiro é a exploração,
na profunda opressão,
que impõe a pobreza
em troca da luxuria

O quarto é a Morte,
como a consequência natural
de todo o sofrimento
da passagem dos batedores.

Tudo isso com apenas quatro selos,
mas a mudança e a redenção virão
na manifestação física definitiva
da abertura do número de perfeição,

subvertendo a fria lógica
da contagem aritmética
e da postura da maioria,
justificando a meritocracia,

no critério do julgador final,
que não deixará testemunhas,
pois ninguém é nada em essência,
devendo toda sua existência
à história que cada um construiu.


Salvador, 07 de julho de 2013, refletindo sobre Apocalipse, 6: 1:17.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Vida Morna


Vida Morna

Rodolfo Pamplona Filho
Nem quente, nem frio...
Apenas morno...
Sem novas sensações
ou quaisquer emoções...
Em que um presente
de aniversario
é difícil demais de ser concedido,
mesmo que seja apenas
alguns momentos de seu tempo...
Mas nada disso importa...
É tudo sensibilidade exacerbada
como se bater à porta
fosse fazer nada...
E a vida segue igual...


São Paulo, 23 de junho de 2013.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Idioma Materno

Idioma Materno

Rodolfo Pamplona Filho
Quero sugar o leite do seio
e beijar o lindo umbigo
do idioma materno...
Idioma terno,
Idioma eterno,
que penetra suavemente
no reino das palavras,
invadindo as brechas
e sentindo a língua
que roça delicadamente
o mais sensível
órgão do corpo:
o cérebro...


São Paulo, 23 de junho de 2013, no Museu da Língua Portuguesa...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cadáver Vivo

Cadáver Vivo

Rodolfo Pamplona Filho
Acordar, comer
Banhar-se, vestir
Trabalhar, beber
Deslocar-se, dormir
Não saber o que mais fazer?
Quem sabe, talvez, viver?
Ver que um dia passa
sem, de nada, achar graça
é finalmente perguntar:
será que morri e
me esqueceram de enterrar?


Salvador, 13 de junho de 2013, após uma sessão de analise junguiana.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Wunderlust

Wunderlust

Rodolfo Pamplona Filho
Wanderlust
Wunderbar
Wundervoll
Wunderschön
Wunderlust


São Paulo, 26 de junho de 2013, pensando em alemão...

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Com a cabeça quente...

Com a cabeça quente...

Rodolfo Pamplona Filho
Quando a cabeça esquenta
e o sangue ferve...
Quando o ar falta
e a raiva assume...
Quando a tristeza domina
e a frustração comanda...
Quando se sente traído
ou emocionalmente usado...
Deixemos Cronos resolver isso...


09/04, em Salvador/Bahia, e 01/05, em MannHein/Alemanha, em um papo virtual pelo what's up com um amigo incrivelmente talentoso e complexo...

sábado, 22 de fevereiro de 2014

A Despedida do Psicopata



A Despedida do Psicopata

Rodolfo Pamplona Filho
É muito íntimo tirar
a vida de alguém...
É muito fácil matar
a esperança também...

Ser o último ser vivente
que uma pessoa vai ver
é a ligação mais quente
que dois indivíduos podem ter...


No vôo de Lisboa para Frankfurt, 28 de abril de 2013.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

(Re)Encontrando um Irmão




(Re)Encontrando um Irmão

Rodolfo Pamplona Filho
Quanto tempo se passou
sem que uma palavra fosse
sequer trocada ou ventilada?

Quantos momentos se perderam
pelo medo de um contato proibido,
sabe-se lá por qual razão?

Quantas imagens foram implantadas
sem saber qual era, na realidade,
o rosto de quem não se conhecia?

Quanta animosidade foi estimulada
por quem cabia apenas, na verdade,
permitir e ensinar o amor?

O passado jamais voltará
e é um pueril exercício de ingenuidade
lamentar o que poderia ter sido...

O presente é o que se pode viver
e, em vez de chorar o ocorrido,
que tal aproveitar o que surgiu?

O futuro não pertence a ninguém,
mas pode ser melhor do que tudo,
pois ainda será construído!

Um irmão nunca se perde!
Se os caminhos se afastaram
é porque era necessário lapidar

a carne, o sangue e o espírito,
que se há de compartilhar enquanto
se tem alguma esperança na vida...

Rio de Janeiro, 07 de outubro de 2012





quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O Canto da Chuva

O Canto da Chuva

Rodolfo Pamplona Filho
Escutar
o canto da chuva
é um bom tema
para um poema

Conhecer
a melodia
dos pingos que surgem
em poças de nuvens

Descobrir
a harmonia
da lágrima e da água
que limpa toda mágoa

Solfejar
uma linda linha
que será a trilha sonora
da mudança de uma hora.

MannHein, 29 de abril de 2013,

pensando em um papo via What's up em 20/04/2013.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Morangos Mofados

Morangos Mofados

Rodolfo Pamplona Filho
De que adianta ter
e não desfrutar?
Vinhos viram vinagre
Morangos mofam
Amores morrem


MannHein, 01 de maio de 2013.