O objetivo deste blog é divulgar toda a minha produção poética, sem prejuízo de continuar a ser postada também no Portal de Poesia Rodolfo Pamplona Filho (www.rodolfopamplonafilho.blogspot.com).
A diferença é que, lá, são publicados também textos alheios, em uma interação e comunhão poética, enquanto, aqui, serão divulgados somente textos poéticos (em prosa ou verso) de minha autoria, facilitando o conhecimento da minha reflexão...
Espero que gostem da iniciativa...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A Causa de Tudo




A Causa de Tudo
é o que nos faz sofrer
A Causa de Tudo
é o que dá vontade de morrer
A Causa de Tudo
independe do que você faça
A Causa de Tudo
me deixa sem graça
A Causa de Tudo
doi fundo no peito
A Causa de Tudo
me diz respeito
A Causa de Tudo
não é o problema em que você se meteu
A Causa de Tudo
sou eu.

Salvador, 15 de janeiro de 2018

domingo, 30 de dezembro de 2018

Cachimblema




Cachaça
Chifre
Problema
Tudo que é difícil de resolver
Tudo que eu nem quero saber
Tudo que me aproxima de morrer.


Salvador, 16 de janeiro de 2018.

sábado, 29 de dezembro de 2018

Encarando o Insano




É preciso ter coragem
para superar o medo
e se sentir pleno

É preciso solidariedade
para se jogar no vazio
por amor a um filho

É preciso muito amor
para enfrentar o dissabor
da tentação de desistir

É preciso ter um plano
de aproveitar cada segundo
e encarar o Insano.



Fortaleza, 28 de outubro de 2017.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Dualidade





Coxinhas
e mortadelas
Times rivais
que viram
Inimigos
quando o mundo
é muito mais complexo
do que um
cara e coroa.


Miami, 29 de dezembro de 2018.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Lugar de fala






É preciso mesmo
ter sentido na pele
para sustentar
um posicionamento?
É necessário
passar o dissabor
para defender
o sofredor?

Será que a empatia
não libera a poesia
de se sentir irmanado
a quem sofreu o atentado?
Será que a fraternidade
não é aceitável
como esforço da humanidade
para reparar o irreparável?

O ideal do lugar de fala
é ser lugar de quem não se cala,
e que, mesmo não tendo sofrido a dor,
sabe reconhecer o seu valor
Se é certo que traz legitimidade
ao apresentar sua verdade,
exigir sua aplicabilidade
como única verdade
também pode se tornar
um mecanismo de exclusão,
em uma profunda distorção
de uma boa e sincera intenção.



Salvador, 18 de março de 2017, terminada em Machu Picchu, 14 de abril de 2017.                      

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Maria da Penha





“ Maria da Penha
   não é pedido de pena,
   mas guerra declarada
   a quem tira a paz”

Recife, 17 de janeiro de 2018.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

A Causa de Tudo








A Causa de Tudo
é o que nos faz sofrer
A Causa de Tudo
é o que dá vontade de morrer
A Causa de Tudo
independe do que você faça
A Causa de Tudo
me deixa sem graça
A Causa de Tudo
doi fundo no peito
A Causa de Tudo
me diz respeito
A Causa de Tudo
não é o problema em que você se meteu
A Causa de Tudo
sou eu.

Salvador, 15 de janeiro de 2018.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Medo dos Homens Justos






O melhor mármore não faz
a mais bela estátua,
se for lapidado
por um escultor medíocre.

As melhores intenções
não se tornam boas obras,
se feitas sem provas,
mas só com convicções.

Quem ponderará
contra a truculência palpável
dos que se acham justos?

Quem nos salvará
do fascismo inevitável
dos homens bons?


12 de outubro de 2016, no voo para São Paulo.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Vinte Anos






Você esperaria vinte anos por mim?
Esperaria mesmo sem certeza do fim?

Esperaria ainda que sem perspectiva?
Esperaria sem ver sinais de vida?

Esperaria nossos pais falecerem?
Esperaria nossos filhos crescerem?

Esperaria nossa aposentadoria?
Esperaria renovar a luz do dia?

Esperaria diminuir o fogo sexual?
Esperaria esfriar o espirito de Natal?

Esperaria conseguir relaxar?
Esperaria reaprender a brincar?

Esperaria zerar meu trabalho?
Esperaria organizar meu horário?

Esperaria esquecer meu passado?
Esperaria encontrar novo significado?

Esperaria?
Esperaria?

Se você está disposta a enfrentar
tantos sacrifícios, sem demora,
eu não tenho que hesitar:
eu quero você aqui e agora!
Salvador, 13 de dezembro de 2010.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Bênçãos e Maldições





Nem tudo permanece...
Na verdade, tudo muda
nem sempre para melhor!
Assim, o que é criado para libertar 
pode ser usado para escravizar.
Quando se esquece 
o sentido de cada ato,
todo importante ritual
apenas massifica 
o que devia ser individual...
Quando não se particulariza,
todos se tornam 
rostos sem nome 
e sem história,
invisibilizando 
em vez de simplesmente ver,
compactua-se
com a coadjuvância,
em vez de tornar protagonista...
Com isso, impessoaliza-se,
reiifica-se, coisifica-se,
mas nunca se envolve.
Sem saber, 
ver ou tocar,
o toque
não há como
não se degenerar...
pois até Bençãos 
podem se transformar
em Maldições

Salvador, 13 de maio de 2018.