Se o medo orienta o julgar prudente,
a balança inclina-se sem razão;
pune-se antes, de modo recorrente,
para evitar suposta omissão.
A pressão social, voz insistente,
influi por vezes na decisão;
e o juiz, temendo agir displicente,
afasta-se da justa direção.
Mas julgar exige firmeza e critério,
não se submete ao clamor etéreo,
nem ao receio de eventual falha,
pois o Direito, em seu magistério,
busca o equilíbrio sério e austero,
onde a Justiça jamais se embaralha.
Brasília, 03 de maio de 2026.

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