Sob o véu sacro de elevada crença,
ergue-se, às vezes, oculta opressão;
verbo que fere, em tênue aparência,
cinge a alma em dor e submissão.
Invoca o medo com falsa prudência,
tolhe o pensar, subjuga a razão;
faz da esperança amarga dependência,
e enclausura o ser na frágil ilusão.
Mas fé legítima não aprisiona,
nem se alimenta de culpa ou temor;
antes liberta e ao bem se inclina,
pois luz autêntica jamais abandona,
conduz à vida com justo fervor
e, em liberdade, a essência ilumina.
Brasília, 03 de maio de 2026.

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